Um eclipse solar total ocorrerá no dia 12 de agosto, segundo a Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA). O fenômeno acontece quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, projetando uma sombra que bloqueia completamente a luz solar em algumas regiões.
A faixa de totalidade terá 8.300 km de extensão, começando na costa do Ártico por volta das 14h (horário de Brasília), passando perto do Polo Norte e seguindo sobre a Groenlândia, Islândia, Portugal e o norte da Espanha, de acordo com o site EarthSky.
Na Groenlândia, o eclipse total durará pouco mais de dois minutos; no norte da Espanha, cerca de 20 segundos, dependendo das condições climáticas. O mau tempo é o principal obstáculo para a observação. O eclipse passará pela Galiza e pelas Ilhas Baleares ao cair da noite, acelerando a transição do dia para a noite, conforme o Comitê Científico e Consultivo Espanhol para o Trio de Eclipses.
Este será o primeiro eclipse solar total visível na Espanha continental desde 1905 e o primeiro de três eclipses solares que o país testemunhará até 2028, segundo a ESA. O último eclipse total na Europa continental ocorreu em 2006.
Para quem estiver fora da trajetória, a ESA fará uma transmissão ao vivo a partir do Observatório Astrofísico de Javalambre, em Teruel, na Espanha. Um eclipse parcial, em que apenas parte da luz solar é bloqueada, poderá ser visto em partes da Europa, África e América do Norte.
Próximos eclipses
De acordo com a Nasa, o próximo eclipse solar total após agosto ocorrerá em 2 de agosto de 2027, passando pelo sul da Espanha, norte da África, Arábia Saudita e Iêmen. Nos Estados Unidos, o próximo eclipse total será visível apenas no Alasca em 30 de março de 2033. Em 22 de agosto de 2044, o fenômeno ocorrerá sobre Dakota do Norte e Montana. Já em 12 de agosto de 2045, uma faixa de totalidade cruzará os 48 estados contíguos dos EUA, passando por Califórnia, Nevada, Utah, Colorado, Kansas, Oklahoma, Arkansas, Mississippi, Alabama e Flórida.
Segurança na observação
A Nasa alerta que nunca é seguro olhar diretamente para o Sol sem proteção especializada, exceto durante a totalidade. Ao primeiro sinal de reaparecimento da luz solar, deve-se usar óculos de eclipse certificados ou visor solar portátil. Óculos de sol comuns não substituem esses equipamentos, que são milhares de vezes mais escuros e seguem padrão internacional. Também não é seguro olhar pelo visor de câmeras, telescópios ou binóculos enquanto se usa óculos de eclipse, pois os raios concentrados podem queimar o filtro e causar danos oculares graves.
Oportunidade científica
Os eclipses solares permitem estudar a coroa solar e sua atmosfera externa. Durante o eclipse de agosto, cientistas planejam lançar balões de alta altitude para capturar imagens do evento e da sombra lunar, repetindo um experimento de 1919 que confirmou a teoria da relatividade geral de Albert Einstein. Cientistas cidadãos são convidados a construir instrumentos para medir mudanças na atmosfera durante o escurecimento do céu.
“Um eclipse solar total é um daqueles raros momentos em que milhões de pessoas podem olhar para o céu juntas e sentir admiração e curiosidade”, disse Carole Mundell, diretora de ciência da ESA, em comunicado. “É um momento compartilhado que nos conecta ao Universo e nos lembra que o desejo de explorar e compreender é uma das maiores forças da humanidade.”
Com informações de CNN Brasil.