No dia 2 de agosto de 2027, um eclipse solar total com duração de até 6 minutos e 23 segundos será visível em uma faixa que atravessa o Oceano Atlântico e dez países. Segundo astrônomos, será o eclipse mais longo em 157 anos, superando o de 1991, que ocorreu sobre o Pacífico. O fenômeno não se repetirá com duração comparável até 3 de junho de 2114.
Fatores que explicam a duração extraordinária
A duração de um eclipse total depende de uma combinação de fatores orbitais. Em 2027, a Lua estará próxima do perigeu — ponto mais próximo da Terra —, o que aumenta seu tamanho aparente e permite cobrir o Sol por mais tempo. Além disso, o Sol estará ligeiramente mais distante, reduzindo seu disco aparente. Esse alinhamento faz parte do Ciclo de Saros 136, que atinge o pico de duração nesta passagem.
Trajetória da sombra lunar
A sombra da Lua começará no Oceano Atlântico e avançará para leste, cruzando Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Iêmen e Somália. Cidades como Málaga, Tânger, Bengasi, Luxor e Jeddah experimentarão a escuridão total. Na Espanha, um eclipse de duração e trajetória semelhantes só voltará a ocorrer em 2183. A duração máxima, de 6 minutos e 22 segundos, será observada nas proximidades de Luxor, no Egito, tornando o país um dos destinos mais procurados por astrônomos e turistas.
Oportunidades científicas
Durante a totalidade, a corona solar — camada externa da atmosfera do Sol — fica visível, permitindo estudos sobre sua estrutura e temperatura. Fenômenos como as Pérolas de Baily e o Anel de Diamante ocorrem segundos antes do escurecimento total. A NASA e a ESA preparam programas para estudar a física solar e o comportamento da ionosfera. Compreender a corona e o vento solar ajuda a prever tempestades geomagnéticas que podem afetar satélites, redes elétricas e sistemas de GPS.
Impacto cultural e emocional
Para o público, o eclipse é um evento que reúne pessoas de diferentes culturas. A experiência de ver o dia virar noite, o silêncio dos animais e a corona solar a olho nu é descrita como marcante. Astrônomos destacam que o fenômeno é um lembrete de que o universo ainda oferece espetáculos que nenhuma tecnologia consegue reproduzir.
Com informações de Catraca Livre.