O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) confirmou nesta quinta-feira, 11, as primeiras mortes por ebola no campo de Kpangba, no leste da República Democrática do Congo, que abriga cerca de 30 mil pessoas deslocadas. As vítimas são uma mulher de 60 anos e sua filha, ambas diagnosticadas com a doença após a morte.

De acordo com o Ministério da Saúde congolês, a mulher havia testado positivo para ebola em 30 de maio, mas deixou a quarentena antes de ser localizada pelas equipes de vigilância. Ela morreu no dia seguinte, e a filha faleceu em 1º de junho. Ao menos oito contatos próximos foram identificados, elevando o risco de novos casos.

Moradores atiraram pedras contra veículos da Organização Mundial da Saúde (OMS) quando equipes tentaram se aproximar da área, segundo trabalhadores humanitários. A desconfiança em relação às autoridades sanitárias tem dificultado o controle do surto, com relatos de enterros sem protocolos de segurança. O vírus já se espalhou por três províncias do Congo.

Com informações de Veja — leia a matéria original.