Um drone russo do tipo shahed atingiu um depósito de combustível nuclear usado nas proximidades da usina de Chernobyl, na Ucrânia, neste domingo (7). O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou o ataque como "extremamente vil".

De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que foi notificada pelas autoridades ucranianas, o impacto causou danos significativos a um prédio de recepção de combustível e edifícios próximos também foram afetados pela onda de choque. O diretor-geral da AIEA afirmou que "ataques a instalações nucleares são completamente inaceitáveis e em direta contravenção aos princípios fundamentais de segurança nuclear".

Em seu perfil no X, Zelensky disse que o Ministério de Relações Exteriores da Ucrânia, o Ministério de Energia e outros departamentos estão trabalhando para garantir que os parceiros do país saibam do ocorrido. Ele condenou o que chamou de "ataque deliberado" da Rússia: "Até agora, não há leituras acima dos níveis normais de radiação de fundo. Mas há certamente um aumento na audácia da Rússia, que há muito tempo saiu dos limites", declarou.

A instalação atacada fica a cerca de 15 km da usina de Chernobyl, cenário do maior desastre nuclear da história, ocorrido em 1986, e que completou 40 anos em abril. Até o momento, a Rússia não se manifestou publicamente sobre o ocorrido.

Este não é o primeiro incidente do tipo na região. Em fevereiro de 2025, outro drone shahed já havia danificado a estrutura de contenção construída sobre o reator destruído de Chernobyl. Além disso, Kiev e Moscou trocam acusações frequentes de bombardeios contra a Usina Nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, que está ocupada pela Rússia desde março de 2022, mês seguinte à invasão russa à Ucrânia.

Com informações de Gazeta do Povo.