Um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, pode ditar o tipo de futuro que a campanha do chefe do Palácio do Planalto terá nos próximos meses.

Na semana passada, o parlamentar do PT foi um dos alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero. As investigações apontam que Jaques teria atuado para beneficiar o Banco Master em troca de vantagens indevidas.

Aliados de Lula temem que o envolvimento de Jaques leve o escândalo do Master para dentro da campanha à reeleição do presidente. Por isso, defendem desde a semana passada que o senador baiano deixe a liderança do governo.

Apesar de resistir a esse desfecho, o parlamentar teria indicado a interlocutores que pode abrir mão do cargo estratégico caso o chefe faça um pedido explícito.

A eventual permanência é vista com preocupação por integrantes da base governista, que consideram que isso seria “entregar de bandeja” uma narrativa para os opositores, que reforçariam a estratégia de tentar associar a corrupção a gestões do PT.

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Ainda assim, aliados do presidente avaliam que a situação não é tão delicada quanto a de Flávio Bolsonaro, que deve ser o principal adversário de Lula nas urnas.

O filho de Jair Bolsonaro tinha uma relação próxima com Daniel Vorcaro, do Master, e até hoje deixou muitas perguntas em aberto.

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