O dólar à vista encerrou esta segunda-feira (8) em alta de 0,45%, cotado a R$ 5,1803, o maior valor desde 30 de março. O movimento foi impulsionado por investidores que adotaram postura defensiva após a violação do cessar-fogo no Oriente Médio no fim de semana, além de dados fortes de emprego nos Estados Unidos.
Pela manhã, a moeda chegou a cair a R$ 5,1335, em movimento de realização de lucros, mas reverteu e atingiu a máxima de R$ 5,1951. O contrato futuro para julho avançava 0,19%, a R$ 5,2100, enquanto o índice DXY, que mede o dólar ante moedas fortes, recuava 0,06%.
O mercado também reagiu ao payroll robusto da semana passada, que reforça a expectativa de juros elevados nos EUA por mais tempo, reduzindo o apelo de operações de carry trade. No Brasil, ganha força a tese de que o Copom terá menos espaço para cortar a taxa Selic. Novos relatos de ataques entre Irã e Israel também pressionaram a cotação.
Com informações de Jovem Pan — leia a matéria original.