A Copa do Mundo de 2026 não será apenas um torneio de futebol entre seleções de todos os continentes. O evento também expõe a tensão entre a FIFA e a UEFA, que se intensifica nos bastidores.

Grandes jornais europeus amplificam as críticas do presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, e de federações europeias, sugerindo que a posição de Gianni Infantino, presidente da FIFA, estaria enfraquecida. Segundo esses veículos, ao final do Mundial, Infantino pode enfrentar mais problemas do que glórias, devido a polêmicas envolvendo o formato da competição, os preços elevados dos ingressos, o excesso de influência comercial e política e a gestão centralizadora da FIFA.

No entanto, a realidade aponta para um cenário diferente. Infantino conta com um império financeiro robusto e o apoio maciço das confederações da África (CAF), Ásia (AFC) e América do Sul (CONMEBOL). Juntos, esses votos garantem que ele seja reeleito em 2027 com tranquilidade, com ou sem oposição. Fora da Europa, a estratégia de distribuir mais recursos para as associações menores tem gerado forte lealdade.

Trata-se de uma clássica disputa de poder: a Europa rica, que domina financeiramente o futebol de clubes, contra o projeto global da FIFA, que busca redistribuir influência e dinheiro para o resto do mundo. A UEFA protesta com frequência, mas continua isolada nas votações do Congresso da FIFA.

Enquanto isso, a bola rola no Mundial 2026 e, no final das contas, o que realmente importa é o espetáculo do futebol.

Com informações de Jovem Pan.