Com a vitória de Abelardo de la Espriella (Defensores de la Patria, direita) na eleição presidencial realizada neste domingo (21.jun.2026) na Colômbia, a direita amplia seu espaço político na América do Sul e reduz o número de governos de esquerda na região.
A partir de 7 de agosto, quando De la Espriella toma posse, serão 6 países governados pela esquerda e 6 pela direita na América do Sul.
Keiko Fujimori (Fuerza Popular, direita) mantém uma vantagem estreita na apuração dos votos no Peru. Caso seja eleita, a região passará a ter 7 presidentes de direita e 5 de esquerda.
A mudança começou com as vitórias de Javier Milei na Argentina, Daniel Noboa no Equador, Rodrigo Paz na Bolívia e José Antonio Kast no Chile. A eleição de De la Espriella reforça o avanço da direita na região e reduz o grupo de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No fim de 2015, a esquerda e a centro-esquerda governavam 8 países sul-americanos. A direita e a centro-direita estavam no poder em outros 4.
Em 2020, a direita governava, entre outros países, o Brasil, com Jair Bolsonaro, o Chile, com Sebastián Piñera, e o Uruguai, com Luis Lacalle Pou. A esquerda havia retornado ao poder na Argentina com Alberto Fernández.
Até setembro de 2025, só Argentina, Paraguai e Equador tinham governos de direita. A relação começou a mudar com as eleições realizadas a partir do fim daquele ano.
O Paraguai é a principal exceção às alternâncias políticas recentes no Cone Sul. O país permaneceu governado pela direita de 2015 a 2025, com Horacio Cartes, Mario Abdo Benítez e Santiago Peña.