Os alertas de desmatamento na Amazônia Legal caíram 61% em maio de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A redução é a maior já registrada para o mês desde o início da série histórica, em 2016.
Foram identificados 370,26 km² de áreas sob alerta em maio deste ano, ante 960 km² no mesmo período do ano passado. No acumulado dos dez meses mais recentes de monitoramento (agosto de 2025 a maio de 2026), a área sob alerta soma 37% de redução em relação ao período anterior (agosto de 2024 a maio de 2025).

Cerrado
No Cerrado, os alertas de desmatamento também recuaram, mas em ritmo menor. Em maio, foram registrados 777 km² de vegetação nativa sob alerta, uma queda de 12,2% frente aos 885 km² de maio de 2025. No acumulado dos últimos dez meses, o bioma soma 4.208 km² sob alerta, redução de 8,2% na comparação com o período anterior.
Reações
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que a meta de zerar o desmatamento até 2030 é uma decisão do Brasil baseada em responsabilidade ambiental. “Não é uma decisão de nenhuma COP nem da ONU. É uma decisão do nosso governo”, afirmou, acrescentando que “o não desmatamento é mais lucrativo do que o desmatamento”.

O Greenpeace Brasil avaliou que a redução decorre de medidas como o fortalecimento da fiscalização e os embargos remotos do Ibama, mas alertou para riscos em ano eleitoral e com a possível chegada de um super El Niño. “A história mostra que a queda pode ser frágil”, disse Ana Clis Ferreira, porta-voz da frente de Desmatamento Zero da organização.
Com informações de ((o)) eco — leia a matéria original.