O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. Foto: Reprodução
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) chegou nesta segunda-feira (22) a Washington, nos Estados Unidos, para uma série de encontros com integrantes do governo Donald Trump e parlamentares do Partido Republicano. A viagem ocorre poucos dias após sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso da Justiça.
Em vídeo publicado na rede social X, ele comentou a nova fase de sua atuação política. “Agora o inimigo nos respeita, está atento aos nossos passos, aprendeu a não subestimar mais. Preferia mais quando eu era apenas o covarde, bananinha, chapeiro e o Paulo Figueiredo o blogueiro, neto de ditador”, escreveu na legenda da gravação.
No vídeo, acrescentou: “Esses caras não entenderam que não importa se eu tenho cargo ou se eu não tenho cargo de deputado, ou seja lá o que for, se sou condenado ou não. Você não vai me parar Moraes, e a gente vai vencer, pode ter fé, pode acreditar”.
Agora o inimigo nos respeita, está atento aos nossos passos, aprendeu a não subestimar mais.
Preferia mais quando eu era apenas o covarde, bananinha, chapeiro e o @pfigueiredo08 o blogueiro, neto de ditador:.. kkkkkkkkkkkkkk pic.twitter.com/zOLN0I9Cmf
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) June 22, 2026
Eduardo viajou acompanhado do blogueiro Paulo Figueiredo, aliado nas articulações com setores conservadores dos Estados Unidos. Segundo a agenda divulgada, os dois permanecerão em Washington até terça-feira (23) e participarão de reuniões e encontros políticos na capital norte-americana.
Entre os compromissos previstos está um jantar com cerca de 20 senadores republicanos. A expectativa é que eles apresentem aos parlamentares a narrativa de perseguição judicial contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e busquem apoio para iniciativas direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes.
A recente condenação de Eduardo também deve ser utilizada como argumento nas conversas com integrantes do Partido Republicano. Aliados do ex-deputado avaliam que a decisão do STF fortalece o discurso de que integrantes da oposição estariam sendo alvo de excessos por parte do Judiciário brasileiro.
O principal objetivo da viagem é ampliar a mobilização internacional contra Moraes e defender medidas relacionadas à Lei Magnitsky, legislação utilizada pelos Estados Unidos para impor sanções a pessoas acusadas de violações de direitos humanos e corrupção.