Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução
A defesa de Jair Bolsonaro prevê que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, só decidirá na próxima semana se prorroga ou não a prisão domiciliar do ex-presidente. O cálculo dos advogados considera os prazos processuais abertos no caso.
Na quarta-feira (24/6), Moraes deu 48 horas para a Procuradoria-Geral da República se manifestar sobre o tema. Depois da resposta da PGR, o ministro deve abrir mais 48 horas para a defesa apresentar sua posição.
Os advogados de Bolsonaro estimam que o prazo deles só comece a contar na segunda-feira (29/6). Com esse cronograma, a expectativa da defesa é que Moraes tome uma decisão a partir de quarta-feira (1º/7).
Aliados do ex-presidente temem que Moraes mande Bolsonaro de volta para a Papudinha. A preocupação envolve o episódio em que uma arma do ex-presidente acabou flagrada com um segurança do GSI durante uma blitz em Brasília.
Moraes citou possível “falta grave” no caso da arma
Alexandre de Moraes. Foto: Reprodução
No despacho em que pediu a manifestação da PGR, Moraes escreveu que Bolsonaro pode ter cometido uma “falta grave” com o episódio da arma. A avaliação do ministro será um dos pontos centrais antes da decisão sobre a continuidade da domiciliar.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março por ordem de Moraes. O ministro havia fixado prazo inicial de 90 dias para a medida, período que se encerra nesta quinta-feira (25/6).
O receio da defesa e de aliados é que o caso da arma seja interpretado como transgressão às regras impostas ao ex-presidente durante o regime domiciliar. A eventual conclusão de Moraes poderá influenciar a manutenção, a alteração ou o endurecimento das condições da medida.
O próximo passo formal é a manifestação da PGR dentro do prazo de 48 horas. Em seguida, a defesa terá novo prazo para se pronunciar antes de Moraes decidir se mantém Bolsonaro em casa ou determina outra providência no processo.