A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a flexibilização das regras de visita impostas ao ex-chefe do Executivo para permitir uma reunião preparatória com seus advogados antes do depoimento marcado para esta terça-feira (23), às 15h, na Polícia Civil do Distrito Federal.

A oitiva foi determinada por Moraes no âmbito da investigação sobre a apreensão de uma arma registrada em nome de Bolsonaro durante uma blitz.

No pedido encaminhado ao STF, os advogados requerem que o encontro com o ex-presidente não tenha limitação de tempo. Segundo a defesa, a medida é necessária para assegurar o pleno exercício do direito à ampla defesa e preparar adequadamente o depoimento.

Os representantes de Bolsonaro também responderam a questionamentos do ministro sobre o esquema de segurança do ex-presidente. De acordo com os advogados, os agentes cedidos pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) não permanecem na residência durante todo o período noturno e deixam o local assim que algum familiar retorna.

Condições de saúde

A defesa ainda informou que as condições de saúde de Bolsonaro são acompanhadas por meio de visitas médicas regulares, além da presença constante de familiares e funcionários. Os advogados ressaltaram que um parecer técnico apresentado em 11 de fevereiro apontou a necessidade de monitoramento contínuo do quadro clínico, permitindo a adoção imediata de medidas em caso de qualquer alteração relevante.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde março, quando foi internado com um quadro de broncopneumonia. O benefício tem prazo previsto para terminar na próxima quinta-feira, cabendo a Alexandre de Moraes decidir se a medida será prorrogada ou se o ex-presidente deverá retornar ao regime anteriormente estabelecido.