A cúrcuma, também chamada de açafrão-da-terra, conquistou popularidade nos últimos tempos devido a alegações de que combate inflamações, câncer, artrite, Alzheimer e outras enfermidades. Essa reputação é atribuída à curcumina, substância natural responsável pela coloração amarela intensa da especiaria.

De acordo com análises científicas recentes, no entanto, as evidências que sustentam tais benefícios são limitadas e, em muitos casos, contraditórias. Pesquisadores apontam que a curcumina apresenta baixa biodisponibilidade no organismo humano, o que dificulta sua absorção e reduz os efeitos terapêuticos esperados.

Estudos clínicos rigorosos não conseguiram comprovar de forma consistente a eficácia da cúrcuma no tratamento das doenças mencionadas. Embora alguns experimentos in vitro e em animais indiquem potencial anti-inflamatório e antioxidante, os resultados em humanos permanecem inconclusivos.

Especialistas recomendam cautela diante da divulgação de propriedades milagrosas da especiaria. A comunidade científica segue investigando o real papel da curcumina, mas, até o momento, não há consenso que justifique seu uso como substituto de tratamentos convencionais.

Com informações de Exame.