Um empate sem gols será cantado em prosa e verso na capital Willemstad e outras cidades de Curaçao. O país de 150 mil habitantes, o menor a já haver se classificado para uma Copa do Mundo, segurou o Equador, segundo colocado nas Eliminatórias da América do Sul. Agora, os dois estão com um ponto ganho. A Alemanha tem seis e Costa do Marfim, três. Na terceira rodada, Equador precisa vencer a Alemanha e torcer para que Curaçao vença a Costa do Marfim.
Curaçao está fazendo história e derrubando prognósticos seguidamente. A primeira vez foi quando conseguiu a classificação, eliminando Jamaica e Trinidad Tobago, que já haviam participado de Mundiais. Patrick Kluivert, ex-artilheiro holandês e ex-treinador de Curaçao disse que a participação de Curaçao já era o máximo, algo a ser comemorado.
Mas, tinha mais. Na estreia, o treinador Dick Advocaat limpou as lágrimas quando Livano Comenencia fez o gol de empate provisório contra a Alemanha, que depois marcaria outros seis. Foi duro, foi vergonhoso, mas Curaçao, que jogava a Copa pela primeira vez, havia marcado seu primeiro gol.
E, agora, a terceira conquista: Curaçao, que nem deveria estar na Copa, que havia marcado seu primeiro gol na Copa, conseguiu seu primeiro ponto.
E ele veio com uma atuação nunca vista de um goleiro. Eloy Room, anônimo jogador do Miami, com 37 anos, fez “apenas”15 defesas no jogo. Um número inacreditável. Foram 28 chutes do Equador, que terminou com cinco atacantes: Jordy Caicedo, Enner Valencia, Plata, Angulo e Kevin Rodriguez.
Curaçao, com 25% de posse de bola, totalmente fechado na defesa, foi perigoso nos contra-ataques. Chutou dez vezes ao gol, exigindo três defesas de Galindez.
O empate de Curaçao com o Equador, de Cabo Verde com a Espanha e até da Arábia Saudita com o Uruguai mostram que a Fifa acertou em fazer o Mundial com 48 seleções.
E Curaçao fará história pela quarta vez?