As ações da CSN (CSNA3) lideraram as perdas do Ibovespa nesta sexta-feira (5), com queda de 10,18%, fechando a R$ 6. No ano, os papéis acumulam desvalorização superior a 30%. A Vale (VALE3) também recuou 3,78%, para R$ 78,70, embora ainda apresente ganho de 9,4% em 2026.

O movimento ocorre em meio à pressão sobre as commodities, com o minério de ferro voltando ao centro das preocupações. Na bolsa de Dalian, na China, a commodity caiu 0,91% na madrugada. Segundo Felipe Sant'Anna, especialista da Axia Investing, os estoques chineses estão elevados e os embarques do Brasil e da Austrália operam próximos dos picos, o que indica excesso de oferta e tendência de pressão sobre os preços.

Para a Vale, a geração de caixa é altamente dependente do minério, e as ações refletem rapidamente as mudanças nas expectativas. O papel, que chegou a negociar próximo de R$ 91 nas máximas do ano, agora ronda os R$ 78.

CSN enfrenta pressão dupla

Além do impacto da queda do minério, a CSN sofre com o andamento da venda de sua divisão de cimentos, considerada essencial para reduzir o endividamento. Segundo o Pipeline, o processo entrou em etapa decisiva, mas ficou mais restrito após a saída de interessados como J&F e Suzano Holding. Permanecem na disputa as chinesas Huaxin e Sinoma, a italiana Italcementi e a brasileira Votorantim. O prazo para propostas vinculantes é 7 de agosto.

Cenário externo pesa

O ambiente global também contribuiu para o mau humor. Dados de emprego nos Estados Unidos reforçaram incertezas sobre os juros, e tensões geopolíticas no Oriente Médio aumentaram a aversão ao risco. O Ibovespa acumulou a oitava semana consecutiva de perdas, com investidores revisando expectativas para crescimento global e demanda por commodities.

Com informações de Seu Dinheiro.