A Copa do Mundo de 2026 representa a última oportunidade de Luka Modric em uma competição internacional, segundo análise tática publicada pelo ge. O meia de 40 anos, ídolo do Real Madrid e considerado o maior jogador da história da Croácia, pode anunciar a aposentadoria ao fim da participação da seleção no torneio, de acordo com rumores da imprensa italiana.
Junto a Modric, outros nomes históricos como Ivan Perisic e Mateo Kovacic também podem se despedir. O técnico Zlatko Dalic busca conduzir uma transição gradual, mantendo as características que transformaram a Croácia em uma equipe temida: controle emocional, organização e capacidade de sobreviver em jogos decisivos.
Campanha sólida nas Eliminatórias
Nas Eliminatórias Europeias, a Croácia teve desempenho quase impecável. Somou 22 dos 24 pontos disputados e confirmou o primeiro lugar do grupo. Mesmo em renovação, a equipe manteve a estabilidade competitiva sob o comando de Dalic.
A seleção chega ao Mundial com um teto técnico talvez inferior ao de anos anteriores, mas segue sendo um adversário extremamente desconfortável. A Inglaterra, que reencontra a Croácia na fase de grupos, reeditará a semifinal da Copa de 2018.
Esquema tático e construção de jogo
Dalic adota um estilo calculista e, devido à fase dos principais meio-campistas, passou a utilizar o esquema 5-3-2 no final de 2025 e em 2026. A formação provável conta com Livakovic no gol; Stanisic, Sutalo e Gvardiol na defesa; Perisic e Caleta-Car como alas; Kovacic, Modric e Mario Pasalic no meio; e Kramaric e Budimir no ataque. Luka Sucic pode ganhar espaço no lugar de Pasalic, repetindo formação que funcionou contra o Brasil.
A construção das jogadas é paciente e com bola no chão. Os zagueiros, especialmente Gvardiol, abrem bem, e Livakovic evita lançamentos longos forçados. Modric e Kovacic recuam para buscar a bola e ditar o ritmo, enquanto alas e Sucic se posicionam mais à frente.
Ataque diverso e defesa organizada
O ataque croata varia conforme a situação. Com a bola saindo limpa do meio, a equipe explora tabelas e profundidade, com Kramaric e Budimir saindo da área para apoiar. Contra adversários fechados, o time avança pelos lados, com Perisic aberto na direita e trocas constantes entre alas e atacantes.
Defensivamente, a Croácia alterna entre bloco médio e baixo, mas também pressiona no campo adversário. Kovacic e Modric são fundamentais pela inteligência de posicionamento. No novo sistema, Gvardiol se destaca como dominante, Sutalo oferece cobertura e Stanisic dá segurança pela direita.
Gvardiol e a força mental
Aos 24 anos, o zagueiro Josko Gvardiol, do Manchester City, simboliza a transição geracional. Forte fisicamente, dominante nos duelos e com qualidade na saída de bola, ele é peça-chave em todos os momentos, inclusive na armação de jogadas.
A principal força croata, porém, pode estar no aspecto mental. A equipe é extremamente fria em mata-mata, acostumada a sofrer pressão sem perder a organização. Poucas seleções mantêm tanta clareza emocional em momentos críticos, o que permite a Modric e sua geração desfrutarem de uma última dança em Copas.
Com informações de ge — Globo Esporte.