Durante a vitória por 2 a 1 sobre o Egito no último amistoso antes da Copa do Mundo, a seleção brasileira sofreu mais uma baixa: o lateral-direito Wesley deixou o campo ainda no primeiro tempo com dores musculares. Exames de ressonância magnética realizados no domingo (7) confirmaram uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) emitiu nota oficial lamentando o ocorrido e anunciou a convocação do meio-campista Éderson, da Atalanta, para substituir Wesley. A CBF destacou que o jogador é querido pelo grupo e será sempre considerado parte da equipe que busca o hexacampeonato mundial. Éderson se integrará à delegação já na segunda-feira (8), nos Estados Unidos.

Impacto tático do corte

Wesley era peça-chave na ideia de jogo que o técnico Carlo Ancelotti vinha testando, com progressão pelo meio e aproximações de meias. Contra o Egito, Wesley dava amplitude pela direita, permitindo que Paquetá, atuando como ponta, se movesse para o corredor central. Com sua saída, Danilo, um defensor mais conservador, não conseguiu suprir essa função, criando um buraco na região e facilitando a defesa egípcia a concentrar jogadores no meio.

Sem Wesley, o Brasil não conta com nenhum lateral com características ofensivas de buscar a linha de fundo. O teste final antes da Copa foi prejudicado, e Ancelotti perdeu também Rodrygo e Estêvão anteriormente, todos importantes para a ideia de dominar o jogo com a bola. Com isso, o time deve retornar ao 4-3-3 mais tradicional, com pontas clássicos e forte jogo individual pelos lados.

Opções para a lateral direita

Ao longo de um ano à frente da seleção, Ancelotti perdeu praticamente todos os laterais direitos que consideraria titulares. Vanderson, opção equilibrada, se lesionou. Éder Militão, que se recuperou e foi crucial na vitória contra Senegal, também foi cortado por lesão. Agora, Wesley, a opção ofensiva, está fora.

Com isso, Roger Ibañez deve ser o titular na lateral direita, função que já desempenhou bem como substituto. Danilo pode ser acionado como reserva, e Marquinhos, em último caso, também já atuou na posição. A convocação de Éderson, um segundo volante ofensivo e destro, reforça a ideia do 4-3-3, abrindo opções com meias de diferentes pés dominantes.

Sem Wesley, o Brasil fecha portas no campo das ideias ofensivas, mas abre outras. Em um ciclo conturbado antes da Copa, a segurança defensiva pode ser a prioridade de Ancelotti.

Com informações de Trivela.