A privatização da Copasa foi concluída em leilão realizado na B3 nesta terça-feira, 16. A estatal mineira teve suas ações vendidas a R$ 49,03, valor 14,6% inferior ao preço de fechamento do mesmo dia, quando os papéis encerraram o pregão cotados a R$ 56,19.
Foram negociadas 171,1 milhões de ações, garantindo ao governo de Minas Gerais uma arrecadação de R$ 8,38 bilhões. Caso a venda tivesse ocorrido pelo valor de mercado registrado no fechamento, a oferta teria movimentado cerca de R$ 9,61 bilhões. Na prática, o Estado deixou de arrecadar aproximadamente R$ 1,25 bilhão em relação a esse cenário.
Disputa e vencedora
O leilão contou com propostas de dois grupos: Aegea e Equatorial. A vencedora foi a Equatorial, que também é controladora da Sabesp.
Estrutura acionária pós-privatização
Antes da privatização, o governo de Minas Gerais detinha 50,03% do capital da Copasa. Após a operação, sua participação será reduzida para 5%, preservando uma golden share. A Equatorial passará a deter 30% das ações da companhia, enquanto a gestora Perfin ficará com 20,11% do capital. Os demais acionistas minoritários reunirão os 65% restantes.
A estrutura da operação também prevê mecanismos para garantir a estabilidade acionária da empresa no longo prazo:
- Metade das ações adquiridas estará sujeita a restrição de venda por quatro anos, até junho de 2030.
- A outra parcela ficará vinculada a um mecanismo que impede sua alienação até dezembro de 2033 ou até o cumprimento das metas de universalização do saneamento.
Metas e destinação dos recursos
Com a privatização, a meta é que a companhia alcance, até o fim de 2033, cobertura de 99% no abastecimento de água potável e de 90% na coleta e tratamento de esgoto. Os recursos obtidos com a venda da Copasa serão destinados à redução da dívida de Minas Gerais e ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).