A próxima Copa do Mundo, marcada para 2026, já é considerada a edição mais ambiciosa e também a mais poluente da história. O torneio contará com 48 seleções, será sediado por três países (Estados Unidos, Canadá e México) e terá 104 partidas. No entanto, o evento enfrenta um desafio climático significativo: estima-se que um quarto dos jogos ocorrerá sob condições de calor extremo.

Impacto ambiental e riscos climáticos

De acordo com análises ambientais, a Copa de 2026 será a mais exposta à crise climática entre todas as edições anteriores. A combinação de um número recorde de partidas, deslocamentos entre três países e a construção ou reforma de estádios contribui para uma pegada de carbono elevada. Além disso, a escolha de sedes em regiões suscetíveis a ondas de calor agrava os riscos para atletas e torcedores.

Dados alarmantes

O levantamento aponta que 25% dos jogos (cerca de 26 partidas) estão programados para locais onde as temperaturas podem ultrapassar os limites considerados seguros para a prática esportiva. Esse cenário representa uma ameaça direta à saúde dos jogadores e pode exigir adaptações nas regras, como pausas para hidratação, ou até mesmo mudanças nos horários das partidas.

Especialistas alertam que, sem um plano da Fifa para mitigar os efeitos do calor extremo, a integridade da competição pode ser comprometida. A entidade máxima do futebol ainda não divulgou medidas específicas para lidar com as condições climáticas adversas previstas para 2026.