A Fifa determina que os estádios utilizados em suas competições não exibam nomes vinculados a patrocinadores ou contratos de naming rights. Durante a Copa do Mundo, a entidade adota uma política de neutralidade comercial para evitar conflitos com seus próprios parceiros e patrocinadores oficiais.

Mudanças nos três países-sede

A Copa do Mundo de 2026 será disputada em Estados Unidos, México e Canadá. Dos 16 estádios, 15 precisarão ser identificados por nomes alternativos ao longo do torneio.

No México, o tradicional Estádio Azteca, que em março de 2025 firmou acordo de 12 anos com uma instituição financeira e passou a se chamar Estádio Banorte, será identificado como Azteca Cidade do México. O Estádio BBVA será chamado de Estádio Monterrey, e o Estádio Akron, de Estádio Guadalajara.

Nos Estados Unidos, onde ocorrerá a maior parte das partidas, a lista de mudanças é extensa. O MetLife Stadium, palco da final, será denominado New York New Jersey Stadium. O AT&T Stadium, em Dallas, será chamado de Dallas Stadium. Confira os demais:

  • SoFi Stadium (Los Angeles): Los Angeles Stadium
  • Gillette Stadium (Boston): Boston Stadium
  • Hard Rock Stadium (Miami): Miami Stadium
  • Lincoln Financial Field (Filadélfia): Philadelphia Stadium
  • Levi’s Stadium (Área da Baía de San Francisco): San Francisco Bay Area Stadium
  • Lumen Field (Seattle): Seattle Stadium
  • Mercedes-Benz Stadium (Atlanta): Atlanta Stadium
  • NRG Stadium (Houston): Houston Stadium
  • GEHA Field at Arrowhead Stadium (Kansas City): Kansas City Stadium

Exceções e particularidades

O Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, está autorizado a manter a identificação visual da marca devido a questões estruturais — a remoção do logotipo na cobertura representaria risco operacional. Oficialmente, porém, a Fifa o chamará de Atlanta Stadium.

No Canadá, o BMO Field, em Toronto, deixará de usar a referência ao Bank of Montreal e será chamado de Toronto Stadium. Já o BC Place Stadium, em Vancouver, não precisará de alterações, pois seu nome não está vinculado a nenhum contrato de naming rights com empresa privada.

Prática já ocorreu em outras Copas

A retirada temporária de nomes comerciais não é novidade. Na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, a Arena Fonte Nova, em Salvador, que tinha acordo com uma marca de cerveja e era chamada de Itaipava Arena Fonte Nova, foi identificada apenas como Arena Fonte Nova pela Fifa.

A política reforça um padrão da entidade: durante o torneio, estádios conhecidos por marcas globais voltam a ser identificados por nomes ligados às cidades ou regiões onde estão localizados.

Com informações de Trivela.