A Copa do Mundo de 2026, que começa na próxima quinta-feira, 11, nos Estados Unidos, México e Canadá, será lembrada pela presença de jogadores veteranos que ultrapassaram a barreira dos 38 anos. O argentino Lionel Messi, de 38 anos (completará 39 em 24 de junho), o português Cristiano Ronaldo, de 41, e o goleiro mexicano Guillermo Ochoa, de 40, disputam o sexto Mundial consecutivo, feito inédito. Os três estrearam em 2006, na Alemanha. O croata Luka Modric, de 40 anos, também integra o grupo.

A média de idade da competição é de 28,6 anos, superior à de 2022 (27,8) e 2018 (28,1). A seleção brasileira, comandada por Carlo Ancelotti, tem a maior média de sua história em Copas: 28,7 anos. Em 1930, a média foi de 24,2 anos.

Segundo especialistas, a longevidade dos atletas se deve aos avanços na ciência do esporte. “Houve extraordinária revolução, nas últimas décadas, nas estratégias de recuperação pós-treino e pós-jogo”, afirma o fisiologista Diego Leite de Barros. O controle de carga, que reduz horas de treino e aumenta o descanso, é apontado como fator crucial. O ex-goleiro Diego Alves observa: “Vemos poucos gols de falta hoje, porque os bons batedores já não ficam horas a fio batendo na bola. A ideia é treinar menos para poder jogar mais.”

Messi e Cristiano Ronaldo adaptaram seus estilos de jogo para prolongar a carreira. Messi se movimenta pouco e acelera com precisão; Cristiano Ronaldo atua como finalizador na área. Ambos mantêm hábitos saudáveis, como boa alimentação e sono regulado. Cristiano Ronaldo tem um cozinheiro particular que deve acompanhá-lo na Copa. “Depois das três décadas, o corpo vai continuar te respeitando quando você precisar dele, mas a batalha mais dura é mentalmente”, declarou o português.

Com informações de Veja.