O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (9), por 9 votos a 4, a suspensão do mandato do deputado Marcos Pollon (PL-MS) por 60 dias. A punição foi recomendada pelo relator do caso, deputado Ricardo Maia (MDB-BA).

Acusação

Pollon é alvo da Representação 26/25, apresentada pela Mesa Diretora da Câmara, por ter feito declarações de cunho ofensivo e depreciativo contra o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante manifestação em Campo Grande (MS) em agosto de 2025. Segundo Pollon, na ocasião ele cobrava o presidente da Câmara para pautar o projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Histórico de punições

Em maio, o Conselho de Ética já havia aprovado outra suspensão do mandato de Pollon por 60 dias, em razão de ele ter ocupado a Mesa Diretora da Câmara na sessão do Plenário de 5 de agosto de 2025. Na ocasião, o deputado recorreu da decisão à CCJ.

Próximos passos

Marcos Pollon afirmou que recorrerá também desta nova decisão. A palavra final caberá ao Plenário, que precisa de maioria absoluta (257 deputados) para confirmar ou rejeitar a suspensão. Em sua defesa, Pollon declarou:

“Estamos caminhando para um novo tipo de democracia, em que o Judiciário modula a lei e pune as pessoas por emitirem opiniões. Isso não pode entrar nesse recinto. Aqui se encontram os votos proporcionais, 100% dos votos válidos. O que é praticado aqui acaba sendo copiado pelas outras Casas legislativas Brasil afora.”