A Frente Parlamentar do Empreendedorismo decidiu levar a Faria Lima para dentro de uma das disputas mais sensíveis de Brasília: o controle do Orçamento federal.
O grupo articula um pacote de medidas para tornar o Orçamento 100% impositivo, reduzindo de forma drástica a margem de manobra do Executivo sobre a liberação de despesas. Na prática, a proposta mira o principal instrumento de negociação política do Palácio do Planalto com o Congresso.
A estratégia da FPE é dar verniz técnico e respaldo econômico ao movimento. A partir da próxima semana, a frente dará início a uma série de seminários para discutir o tema com nomes do mercado financeiro, da indústria e do setor de serviços.
Entre os convidados estão o ministro do Tribunal de Contas da União Antonio Anastasia, além de representantes da XP Investimentos, da Febraban e da Confederação Nacional das Instituições Financeiras.
A tese que será apresentada ao mercado é a de que um Orçamento mais impositivo, inspirado em proposta antiga do ex-senador Tasso Jereissati, aumentaria a previsibilidade e a responsabilidade fiscal.
Nos bastidores do governo, porém, a leitura é outra. Um avanço nessa direção significaria transferir ainda mais poder sobre a chave do cofre para o Legislativo, deixando o Executivo com espaço cada vez menor para definir prioridades e administrar a execução orçamentária.
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