O caminho para se tornar um atleta profissional no fisiculturismo pode variar de meses a anos, dependendo do desempenho do competidor. A referência principal é a IFBB Pro League, que organiza os campeonatos mais prestigiados do esporte, como o Arnold Classic Ohio e o Olympia.

Para ingressar na IFBB Pro League, o atleta precisa vencer o "Overall" (termo em inglês para "geral") em uma competição da NPC (National Physique Committee), a liga amadora que serve como porta de entrada para a federação profissional. O "Overall" é a disputa entre os vencedores de todas as classes (como "Novice" e "Masters") de uma mesma categoria (como "Classic Physique" e "Wellness") em um torneio que seja "pro qualifier" — ou seja, que concede o cartão profissional ao campeão máximo.

Nos campeonatos profissionais, não há subdivisões em classes; os atletas competem apenas nas categorias gerais. Atualmente, a IFBB Pro League conta com 12 categorias: Fit Model, Bikini, Wellness, Figure, Fitness, Women's Physique, Women's Bodybuilding, Wheelchair, Men's Physique, Classic Physique, 212 e Open Bodybuilding.

Para participar de competições que distribuem cartões profissionais — geralmente torneios nacionais, como o Musclecontest Brazil —, o atleta precisa primeiro competir em torneios regionais, como o Musclecontest Luciano Cruz Juiz de Fora.

Em resumo, o percurso para um fisiculturista amador que deseja se profissionalizar consiste em: filiar-se à NPC, participar de um torneio regional e vencer tanto sua classe quanto o "Overall" de uma competição "pro qualifier". Exceções, como o Olympia Brazil, distribuem três cartões profissionais por categoria, premiando os três melhores atletas da disputa geral.

Com informações de Folha — Esporte.