Uma árvore considerada a mais antiga do mundo segue viva nas Montanhas Brancas da Califórnia, nos Estados Unidos, e chama atenção por ter nascido antes mesmo da construção das pirâmides do Egito. O exemplar, um pinheiro bristlecone, foi batizado de Matusalém e tem idade estimada em cerca de 4.800 anos.
O nome faz referência ao personagem bíblico conhecido pela longevidade extrema, reforçando o simbolismo em torno da espécie. O registro coloca o pinheiro como um dos organismos vivos mais antigos já identificados pela ciência.
A localização exata da árvore é mantida sob sigilo pelo Serviço Florestal dos Estados Unidos para evitar atos de vandalismo e preservar o exemplar, que ganhou notoriedade mundial ao longo das últimas décadas.
Pesquisadores explicam que, por muito tempo, acreditava-se que as sequoias gigantes eram as árvores mais antigas do planeta. A mudança nesse entendimento ocorreu após estudos de campo iniciados na década de 1950, quando cientistas passaram a investigar áreas de difícil acesso na Califórnia.
Foi nesse contexto que o pesquisador Edmund Schulman identificou exemplares com mais de 4 mil anos, incluindo o Matusalém, abrindo um novo campo de estudos sobre longevidade vegetal.
A idade das árvores é determinada por meio da análise dos anéis de crescimento no tronco, cada um representando um ano de vida. A técnica também permite reconstruir informações sobre clima, chuvas e eventos ambientais ao longo dos milênios.
No caso dos pinheiros bristlecone, a longevidade extrema é associada ao crescimento extremamente lento e às condições ambientais hostis das Montanhas Brancas. A espécie cresce poucos centímetros por século, o que contribui para uma madeira mais densa e resistente a pragas e decomposição.
O ambiente seco, o solo rochoso e as temperaturas rigorosas também ajudam a reduzir a concorrência com outras espécies, favorecendo a sobrevivência dessas árvores milenares.