Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda — Foto: Reuters/Luisa Gonzalez; Reuters/Sergio Acero

A Colômbia realiza neste domingo (21) o segundo turno das eleições presidenciais em uma disputa que contrapõe dois projetos políticos distintos para o país. De um lado está Iván Cepeda, senador e aliado do presidente Gustavo Petro. Do outro, Abelardo de la Espriella, advogado e empresário identificado com a extrema direita e apoiado publicamente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

De la Espriella chegou ao segundo turno após vencer a primeira etapa da eleição com um discurso centrado no combate ao crime organizado, redução do tamanho do Estado e incentivo à exploração de petróleo. Sem experiência em cargos eletivos, ele se apresenta como um candidato de fora da política tradicional e tem defendido medidas inspiradas em governos conservadores da região.

Entre suas principais propostas está o endurecimento da política de segurança. “No meu governo não haverá processos de paz. Criminosos que não se submeterem serão eliminados, conforme permitido por lei”, afirmou o candidato durante a campanha. O discurso ganhou força em meio ao aumento da preocupação dos colombianos com a violência e a atuação de grupos armados.

Iván Cepeda, senador e aliado de Petro. Foto: Reprodução

Já Iván Cepeda defende a continuidade do projeto político iniciado por Petro em 2022. O senador tem destacado avanços sociais promovidos pelo atual governo e promete manter as negociações com grupos armados como estratégia para reduzir os conflitos internos. Nos últimos dias, o governo colombiano divulgou a entrega de armas por cerca de cem guerrilheiros após negociações conduzidas pela atual administração.

As pesquisas divulgadas antes da votação apontam vantagem para De la Espriella. Levantamento do instituto Guarumo/Ecoanalítica para o jornal “El Tiempo” indicou o candidato com 52,6% das intenções de voto, contra 45% de Cepeda. Cerca de 40 milhões de eleitores estão aptos a participar da votação, cujo resultado deve ser conhecido ainda neste domingo.

A eleição é acompanhada com atenção por governos da região devido ao possível impacto no cenário político latino-americano. Uma vitória de De la Espriella ampliaria a presença de lideranças conservadoras no continente, enquanto uma vitória de Cepeda representaria a continuidade do grupo político atualmente no poder na Colômbia.