O senador Cleitinho (Republicanos-MG) lidera as pesquisas para o governo de Minas Gerais com 37% das intenções de voto, segundo levantamento da Quaest, mas demonstra pouco entusiasmo com a possibilidade de assumir o cargo. Em entrevista ao jornal O Globo, ele afirmou que não nasceu para a política e que seu verdadeiro sonho era a fama na televisão.

— Entrei na política para aparecer, não sou hipócrita. Nunca nem tive título de eleitor, só queria ser famoso — declarou. — Na verdade, queria ser comentarista de futebol ou apresentador de TV igual ao Ratinho. Se um dia tiver uma proposta, largo essa merda aqui.

Cleitinho disse que não faz questão de ser candidato ao governo, mas que a onda de seu nome o pressiona. — Não faço nenhuma questão de vir candidato, mas está virando uma onda o meu nome. Como é que eu não venho a governador agora? — questionou. Ele afirmou que só decidirá sobre a candidatura depois de junho, quando pretende acompanhar os jogos da Copa do Mundo.

O senador também criticou a classe política e a imprensa, que, segundo ele, o subestimam por falar errado e não ter estudo. — Não é porque tem mestrado e doutorado que vai ter voto. Se fosse assim o Lula nunca teria chegado onde chegou. O voto é emocional, é sentimento — argumentou.

Cleitinho não poupou críticas ao próprio partido, o Republicanos, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus. — Ele garante que me dará a legenda para me candidatar, mas não confio 100%. Não sou amigo dele, tenho nojo de qualquer coisa que envolva partido — disse, referindo-se ao bispo Edir Macedo, a quem chamou de “falso profeta”.

Com informações de Revista Fórum.