A Câmara dos Deputados aprovou na última semana a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permite o fim da escala de trabalho 6×1 (seis dias de trabalho por um de descanso). O texto segue agora para análise do Senado. Caso aprovada, a medida pode obrigar diversos restaurantes a readequar as jornadas de seus funcionários.

A coluna GENTE, do portal Veja, ouviu chefs de restaurantes do Rio de Janeiro durante o evento Veja Rio Comer & Beber para saber como a proposta impactará seus estabelecimentos.

Opiniões dos chefs

André Lira, do Mimo Café, afirmou que nunca adotou a escala 6×1. “Hoje a gente tem uma carga horária de 35 horas. Sempre tive muita vontade na realidade de diminuir a carga de funcionários. Acredito que, quando a gente trabalha menos, trabalha melhor”, disse.

Jonas Aisengart, do Faticha, declarou que já trabalha no regime 5×2 em várias casas. “É uma coisa que a gente já vem pensando e é um movimento super justo, que vai ser natural se for aprovado… e a gente tem que tá preparado para isso. Vai ser bom para os funcionários, trabalhar com qualidade de vida ajuda muito”, afirmou.

Tati Lund, do Org, reconheceu que o restaurante adota a escala 6×1. “Vai afetar, com certeza, mas vai se adaptar e vai dar tudo certo”, disse.

Lydia Gonzalez, do Angá, informou que sua escala já é 5×2, às vezes até menor. “Para mim, está tudo bem. A gente já fez essa transição a longa data, de fato acredito que para a comida ser boa, as pessoas têm que estar bem para entregar qualidade. Elas precisam estar inteiras, acho que faz muito sentido”, declarou.

Monique Gabiatti, do Polvo, afirmou que ainda não trabalham nesse formato, mas que já era um desejo. “Com certeza a gente vai conseguir alinhar da melhor forma, já estamos com a nossa equipe aliada. Acredito que a casa vai seguir ainda melhor”, disse.

Douglas Franco, do Bonaccia Osteria, explicou que a equipe fica três dias em casa, em acordo entre todos. “Todo mundo gosta de trabalhar lá, então quando precisa, por exemplo, na alta temporada, o pessoal vai trabalhar 6×1… Mas acho que quem está no ramo mesmo e gosta, não liga muito. Por isso, para quem está na cozinha, não faz muita diferença. O resto não faz”, comentou.

Com informações de Veja.