O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, usou as comemorações dos 82 anos do Dia D, na Normandia (França), para fazer um discurso alinhado à política externa do presidente Donald Trump. Ele comparou o fluxo migratório para a Europa a uma nova forma de “invasão” e cobrou maior protagonismo dos aliados europeus em questões de segurança.
O Dia D, em 6 de junho de 1944, marcou o desembarque de tropas americanas, britânicas e canadenses nas praias da Normandia, operação considerada decisiva para libertar a Europa Ocidental da ocupação nazista.
Diante de veteranos, autoridades e familiares de militares que participaram da ofensiva aliada contra a Alemanha nazista, Hegseth afirmou que os países europeus enfrentam hoje ameaças diferentes, mas igualmente relevantes. Ele citou a chegada de migrantes por rotas marítimas ao sul da Europa e questionou a capacidade dos governos do continente de responder ao fenômeno.
“Hoje, diferentes praias europeias são invadidas por diferentes ideologias perigosas”, declarou, mencionando desembarques de migrantes em países como Espanha, Itália, Grécia e Bulgária.
As declarações refletem posições defendidas pela administração Trump desde o retorno do republicano à Casa Branca. O governo americano tem criticado a condução da política migratória europeia e apontado fragilidades na capacidade de defesa dos países do continente. Nos últimos meses, Washington também elevou a pressão para que aliados ampliem gastos militares e assumam uma parcela maior dos custos com segurança regional.
Durante o discurso, Hegseth afirmou que as alianças internacionais precisam ser sustentadas por compromissos concretos, e não apenas por declarações políticas. Segundo ele, os países que participaram do esforço militar na Segunda Guerra Mundial contribuíram com recursos, soldados e sacrifícios reais — modelo que, em sua avaliação, deveria servir de referência para os desafios atuais.
Com informações de InfoMoney.