Participar de bolões é tradição em Copas do Mundo, e em 2026 o uso de assistentes de inteligência artificial (IA) para montar palpites deve ser um diferencial. No entanto, a eficácia de ferramentas como ChatGPT, Gemini e outros chatbots para essa finalidade é limitada, conforme aponta o Canaltech.
Os chatbots de IA generativa não são projetados para previsões. Seu foco é identificar e reproduzir informações já publicadas sobre um tema, com base em bases de dados e na web. Um palpite fornecido por essas ferramentas tende a ser genérico ou baseado em fontes existentes, diferentemente de modelos de aprendizado de máquina e probabilidade desenvolvidos especificamente para análises esportivas.
Um exemplo é o supercomputador da empresa de análise de dados Opta, que coleta dados de centenas de milhares de partidas para criar simulações. Segundo a ferramenta, a Seleção Brasileira tem apenas 6,62% de chance de título, ficando atrás de outras cinco seleções. Outro exemplo é o game EA Sports FC (antigo FIFA), que usa elencos atualizados para simular torneios e acertou o campeão nas últimas quatro edições.
Limitações dos chatbots
Ao solicitar ajuda a um assistente de IA para o bolão, é comum receber a resposta de que eles não conseguem prever resultados, mas podem oferecer outras informações. Um problema é a base de dados desatualizada: as IAs são treinadas com conteúdos até uma data específica, podendo perder detalhes como convocações e lesões. Em teste com a Perplexity, a ferramenta sequer identificou a tabela de jogos da primeira rodada.
A solução é usar a pesquisa na web integrada aos chatbots, permitindo que os apps acessem informações atualizadas e até sugiram palpites. O Claude, por exemplo, criou uma experiência interativa com sugestões de placar baseadas no ranking da FIFA e no desempenho nas eliminatórias, mas ressaltou limitações como convocações finais, lesões, forma física e fatores psicológicos e táticos.
Como as IAs podem ajudar
Em vez de delegar todos os palpites, os assistentes de IA podem ser usados para obter o máximo de informações sobre cada jogo. A busca integrada com a web fornece detalhes como possíveis desfalques e previsões de especialistas. Basta escolher o prompt adequado para ter um resumo antes de palpitar.
A Copa do Mundo de 2026 terá partidas em 17 faixas de horários diferentes (no fuso de Brasília), incluindo eventos na madrugada brasileira, o que torna o planejamento ainda mais desafiador.
Com informações de Canaltech.