Políticos e ativistas de direita que nos últimos anos denunciaram o que consideram atos de censura judicial, especialmente do Supremo Tribunal Federal (STF), agora adotam postura diferente diante de uma decisão que censurou pesquisa eleitoral recente. O levantamento, feito pela Atlas/Bloomberg, indicava recuo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial.

Segundo a reportagem, os mesmos bolsonaristas que reclamam de censura judicial agora defendem ou se calam sobre a censura imposta à pesquisa. O caso expõe uma contradição no discurso do grupo, que critica restrições à liberdade de expressão quando vistas como desfavoráveis a eles, mas aceitam medidas similares quando beneficiam seus interesses políticos.

A decisão judicial que suspendeu a divulgação dos números da Atlas/Bloomberg ocorreu em meio ao debate sobre os limites do controle de pesquisas eleitorais no país. A repercussão do episódio reacendeu discussões sobre coerência ideológica e tratamento seletivo de princípios entre apoiadores do ex-presidente.

Com informações de Folha — Poder — leia a matéria original.