O governo da República Democrática do Congo (RDC) divulgou nesta quinta-feira (18) que o número de casos confirmados de ebola subiu para 896, incluindo 232 mortes. Em 24 horas, foram registrados 21 novos casos e seis óbitos, segundo o relatório oficial.
Autoridades de saúde apontam que houve um aumento semanal nos casos confirmados, indicando que a transmissão comunitária continua ativa. O alerta é de que o surto pode se espalhar rapidamente para novas áreas caso medidas de saúde pública não sejam implementadas com urgência.
Recursos emergenciais dos EUA
No mesmo dia, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) anunciou a liberação de US$ 107 milhões em recursos emergenciais. O montante será usado para reforçar a resposta nacional e internacional ao surto na RDC e em Uganda.
Um mês após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar o surto como emergência internacional, crescem os alertas de que este pode se tornar o pior surto de ebola já registrado. A epidemia atual já supera em escala a da África Ocidental entre 2014 e 2016, que matou mais de 11 mil pessoas.
Contexto e riscos
A transmissão comunitária persistente e a possibilidade de expansão para novas regiões são as principais preocupações. Autoridades sanitárias locais e internacionais trabalham para conter o avanço, enquanto o CDC reforça o financiamento para vigilância, logística e assistência médica.