O governo dos Estados Unidos anunciou na sexta-feira (5.jun.2026) que irá acelerar o desenvolvimento e a aplicação de inteligência artificial (IA) em ações de segurança nacional. A Casa Branca afirmou que a tecnologia não será utilizada para vigilância ilegal. O memorando completo está disponível em PDF.
O presidente Donald Trump (Partido Republicano) assinou na terça-feira (2.jun.2026) uma ordem executiva que concede ao governo acesso antecipado aos modelos mais avançados de IA. O objetivo é avaliar riscos cibernéticos e proteger infraestruturas críticas do país.
“Sob o meu governo, os Estados Unidos podem e irão acelerar de forma responsável o uso da IA nos domínios de inteligência e de combate, de acordo com os valores americanos”, declarou Trump no memorando de segurança nacional.
O presidente determinou que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, terá 90 dias para atualizar a diretriz sobre a autonomia de sistemas de armas. A medida busca garantir a adoção de ferramentas de IA alinhadas à cadeia de comando militar.
Trump também afirmou que tecnologias de IA não devem ser desenvolvidas nem utilizadas por agências de segurança nacional para censurar a liberdade de expressão ou realizar vigilância sem autorização legal.
Segundo o diretor do Escritório de Política de Ciência e Tecnologia da Casa Branca, Michael Kratsios, o memorando acelera a adoção de soluções de IA de múltiplos fornecedores para evitar dependência de um único sistema. A medida também atualiza a orientação do Departamento de Defesa sobre sistemas autônomos e impede que entidades externas desativem ou degradem sistemas militares sem autorização prévia.
Entenda o impasse com a Anthropic
O documento foi editado em meio a um impasse entre o Departamento de Defesa dos EUA e a Anthropic, empresa de inteligência artificial.
Em março de 2026, o Pentágono classificou a Anthropic como um risco para a cadeia de suprimentos depois de a empresa se recusar a retirar restrições que impediam o uso do Claude em programas de vigilância em massa e armas autônomas. O Departamento de Defesa argumentou que as Forças Armadas devem poder utilizar a tecnologia para qualquer finalidade autorizada pela legislação norte-americana.
A medida afetou uma empresa cuja ferramenta de IA já era utilizada em apoio a operações militares dos EUA, inclusive relacionadas ao Irã.
Com informações de Poder360.