O candidato à Presidência da Colômbia Abelardo de la Espriella declarou, em entrevista ao líder religioso Miguel Arrázola, que pretende governar como "o primeiro presidente republicano dos Estados Unidos na Colômbia". A afirmação evidencia seu alinhamento com Donald Trump e com a agenda do Partido Republicano norte-americano.

"É a primeira vez que um presidente colombiano é republicano, irmão. E eu sou republicano nos Estados Unidos", disse De la Espriella, acrescentando que é eleitor registrado do partido. "Eu votei no presidente Trump", afirmou.

O candidato defendeu a volta de bases militares americanas ao país e a implementação de um "Plano Colômbia 2", referindo-se ao programa financiado pelos Estados Unidos que destinou bilhões de dólares para operações militares e de combate às drogas a partir dos anos 2000. "Eu quero um Plano Colômbia 2 e que as bases americanas voltem", declarou.

De la Espriella também propôs a dolarização da economia colombiana, medida que substituiria o peso colombiano pelo dólar americano. "Eu acredito que o ideal para a economia colombiana seria dolarizá-la", afirmou.

As declarações ocorrem em meio à campanha presidencial mais polarizada dos últimos anos na Colômbia. De la Espriella construiu sua candidatura com discurso de endurecimento na segurança pública, aproximação com os Estados Unidos e combate ao legado do presidente Gustavo Petro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou De la Espriella pela vitória no primeiro turno contra o candidato de Petro, Iván Cepeda, e o chamou de "El Tigre". "Parabéns ao candidato presidencial colombiano 'El Tigre', Abelardo de la Espriella, um líder inteligente, forte e tenaz, por sua contundente vitória no primeiro turno das eleições presidenciais colombianas", escreveu Trump.

Trump afirmou que uma eventual vitória de De la Espriella poderia "impulsionar a economia, criar empregos, promover o comércio, deter a imigração ilegal, combater o crime e as drogas e restaurar a ordem pública". Ele classificou a eleição como estratégica para os interesses americanos na região e anunciou formalmente seu apoio: "Por seus grandes feitos e por seu apoio político pessoal, é uma honra para mim oferecer a Abelardo meu apoio total."

Com informações de Diário do Centro do Mundo.