O Canadá vive um momento histórico ao sediar pela primeira vez a Copa do Mundo de Futebol, em 2026, ao lado dos Estados Unidos e do México. Para muitos canadenses, o evento representa o reconhecimento do país como uma nação do futebol, esporte que, segundo o governo local, já superou o hóquei em popularidade entre as crianças.
Em Ottawa, a mãe de Nathaniel Salhani, Nathalie Salhani, expressou o sentimento de muitos ao afirmar: “Merecemos isso, finalmente sermos reconhecidos como uma nação do futebol”. Seu filho, de 8 anos, já garantiu ingresso para o jogo do Canadá contra a Irlanda.
Preparação nas cidades-sede
Vancouver e Toronto, as duas cidades canadenses que receberão partidas, estão decoradas para as festividades. Em Vancouver, o Science World instalou “The Beautiful Dome”, uma réplica de 40 metros de diâmetro da bola oficial da Copa, enquanto o distrito de Yaletown ganhou murais com ícones como Lionel Messi, Pelé e o canadense Alphonso Davies.
Sarah Vallely, diretora executiva da Yaletown Business Improvement Association, afirmou à CNN que o mural “celebra mais de 70 anos de história do futebol” e reflete a identidade da cidade com o torneio. Ela considera o evento “maior do que o Super Bowl ou os Jogos Olímpicos” pelo número de espectadores e engajamento global.
Expectativas para a seleção canadense
O Canadá participa de sua terceira Copa do Mundo, e chegar às quartas de final é considerado um cenário dos sonhos. O ex-jogador Julian de Guzman afirmou que um bom desempenho criará impulso para o futuro e mostrará ao mundo o potencial do futebol canadense. Ele destacou jogadores como Alphonso Davies (Bayern Munich) e Jonathan David (Juventus), ambos filhos de imigrantes, como exemplos da diversidade que impulsiona o esporte no país.
O rapper canadense Drake, fã de futebol, declarou à FIFA que o Canadá estará pronto, citando a mistura cultural do país, especialmente em Toronto, como um trunfo para o torneio.
Com informações de CNN Brasil.