O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD-GO) afirmou, em discussão com um médico crítico à vacina da Covid-19, que "você não tem o direito de opinar contra a vacina". A declaração foi uma das mais repercutidas da semana, que também incluiu ataques do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Donald Trump e a Flávio Bolsonaro, além de um polêmico perdão judicial à mãe do menino Henry Borel.

Embates políticos e declarações

A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) invadiu uma entrevista do colega Nikolas Ferreira (PL-MG) e foi acusada de usar o episódio para alavancar votos. Em resposta, disse: "Cheguei aqui antes, querido, você ainda estava nas fraldas".

O governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), ironizou o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, chamando-o de "melhor ministro da história do Paraguai". A declaração ocorre em meio à pré-campanha pela reeleição.

O presidente Lula, durante eventos de pré-campanha, fez diversas críticas. Sobre Flávio Bolsonaro, afirmou: "São traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério do Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado". A afirmação contém erro histórico, pois Silvério dos Reis não foi enforcado e fez delação premiada. Lula também chamou o presidente dos EUA, Donald Trump, de "um imbecil desses" e disse que o secretário de Estado Marco Rubio é "um latino-americano frustrado".

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que os EUA têm o Zelle, equivalente ao Pix, e que isso pode ser usado como argumento em negociações. A declaração foi vista como uma tentativa de colocar o Pix, uma das conquistas do governo de seu pai, como moeda de troca.

Justiça e perdão judicial

A juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, morto em 2021. Em sua decisão, a magistrada afirmou que "o papel culturalmente reservado à mulher nos moldes arcaicos não só dela exige ser mãe, mas muito além: a mãe perfeita" e que "fosse um pai e não a mãe na mesma situação, nem sequer teria sido ele processado". A deputada Maria do Rosário (PT-RS) manifestou-se contrária ao perdão, dizendo-se "muito impactada".

Segurança e crime organizado

O presidente Lula criticou a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos EUA, afirmando: "Não aceitamos ser tratados como moleques" e "Eu tô muito triste hoje, os EUA disseram que os nossos criminosos são terroristas". O governo federal emitiu nota de repúdio contra integrantes da família Bolsonaro que teriam pedido a classificação. A deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse que, se quisessem combater o PCC e o CV, "teriam feito no governo do pai".

O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) afirmou que "há uma banalização do conceito de terrorismo", enquanto o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que "a dignidade humana é um apanágio de todas as pessoas, mesmo os criminosos", posicionando-se contra a classificação das facções como terroristas.

Outros destaques

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou o registro da "primeira caneta emagrecedora 100% brasileira" pela Anvisa. A comentarista Milly Lacombe criticou o preço dos ingressos para o jogo Brasil x Panamá no Maracanã, afirmando que o estádio estava "muito branco". O Senado sancionou lei que permite feriado nacional nos dias de jogos da Seleção feminina na Copa de 2027.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, disse que "na mesa de Jesus, tem lugar até para Judas", em referência a Flávio Bolsonaro. O ministro do STF Alexandre de Moraes afirmou que é necessária "uma regulamentação que preserve a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa, mas preserve também a democracia", enquanto Gilmar Mendes defendeu o combate à "manipulação algorítmica" nas redes sociais.

Com informações de Gazeta do Povo.