Os carros elétricos começam a ganhar espaço também no mercado de seminovos. Um levantamento da Market Watch Brasil aponta que modelos da BYD estão entre os veículos usados com venda mais rápida no país.
O estudo analisou carros com até quatro anos de uso e mediu o tempo médio em que cada modelo permanece no estoque das lojas antes de ser vendido.
Entre os eletrificados, o principal destaque foi o BYD Dolphin Mini, que registrou tempo médio de pouco mais de 15 dias em estoque. O BYD Dolphin aparece logo depois, seguido pelo híbrido plug-in Song Pro.
O resultado mostra uma mudança no comportamento do consumidor. A revenda sempre foi uma das principais dúvidas sobre os carros elétricos no Brasil, mas os dados indicam que alguns modelos já apresentam boa liquidez no mercado de usados.
Segundo o levantamento, os três modelos da BYD tiveram giro mais rápido que carros a combustão consagrados, como Chevrolet Onix, Hyundai HB20 e Volkswagen Polo.
A comparação não significa que os populares vendam menos em volume. Eles seguem entre os carros mais negociados do país. A diferença está no tempo de permanência em estoque. Um modelo pode vender muito e, ainda assim, demorar mais para encontrar comprador depois de anunciado.
No caso dos eletrificados da BYD, a procura por modelos de entrada ajuda a explicar o desempenho. O Dolphin Mini se consolidou como um dos elétricos mais acessíveis do mercado brasileiro e aparece como porta de entrada para consumidores interessados em abandonar o motor a combustão.
Apesar do avanço, o mercado ainda passa por adaptação. A oferta de elétricos seminovos é menor do que a de carros tradicionais, e muitos modelos vendidos nos últimos anos ainda não completaram ciclos longos de uso.
Especialistas avaliam que os próximos anos serão decisivos para medir a real força da revenda dos elétricos, quando mais unidades retornarem às lojas e concessionárias.
Por enquanto, a boa liquidez está concentrada principalmente nos modelos mais baratos. Elétricos de maior valor ainda enfrentam resistência ligada ao preço, financiamento, desvalorização e percepção de custo-benefício.
Com informações de Revista Fórum.