A Breeze Airways, companhia aérea doméstica de baixo custo dos Estados Unidos, planeja realizar uma oferta pública inicial (IPO) em 2027, conforme declarou seu presidente-executivo, David Neeleman, neste sábado. O plano, no entanto, está condicionado às condições do mercado.
Segundo Neeleman, a empresa já avaliou um IPO anteriormente, mas decidiu aguardar devido ao cenário de mercado. A declaração foi feita durante entrevista à Reuters na cúpula anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), realizada no Rio de Janeiro. “Para fazer um IPO, o mercado tem que cooperar, o setor tem que cooperar”, afirmou.
Lançada em 2021, a Breeze vem avançando em direção à estabilidade financeira. Neeleman destacou que a companhia não necessita levantar capital no momento, o que permite esperar por um ambiente mais favorável no mercado de ações antes de sua estreia pública.
Fundador anterior da JetBlue e da Azul, Neeleman criou a Breeze com o objetivo de conectar cidades americanas de médio porte com serviço ponto a ponto acessível. A empresa também está expandindo para mercados internacionais, com voos anunciados para México, Costa Rica e República Dominicana. A Jamaica estava inicialmente na lista, mas foi retirada devido aos danos causados por um furacão.
“O mercado internacional é uma parte importante de nossos negócios”, disse Neeleman. A estratégia internacional envolve um modelo de programação específico, com voos aos sábados e quartas-feiras, dias de baixa demanda no mercado doméstico.
Questionado sobre a situação do setor de aviação, Neeleman manteve um tom cautelosamente otimista. “Não é tão ruim quanto a pandemia, obviamente não chega nem perto”, disse, referindo-se à guerra e ao aumento dos preços dos combustíveis. “Espero que tudo seja resolvido em breve.”
Com informações de Money Times.