A Brava Energia (BRAV3) registrou em maio uma produção total de aproximadamente 80,9 mil barris de óleo equivalente por dia (boed), um aumento de 1,2 mil boed em relação a abril, segundo relatório operacional divulgado na quinta-feira (4). A XP Investimentos classificou o resultado como marginalmente positivo, uma vez que a melhora já era amplamente esperada pelo mercado com base nos dados diários da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A produção de óleo ficou em 62,6 mil barris por dia (bpd), praticamente estável na comparação mensal, enquanto a produção de gás avançou para 18,3 mil boed, alta de 1,4 mil boed.

Na avaliação da XP, o principal destaque do mês foi a produção offshore de óleo, que ficou levemente acima das estimativas da corretora. A expectativa era de 40,5 mil barris por dia, mas o resultado efetivo atingiu 41,7 mil barris por dia.

Os ativos de Atlanta e Papa-Terra apresentaram desempenho em linha com as projeções, com produção próxima de 25 mil bpd e 10 mil bpd, respectivamente. Já o campo de Parque das Conchas registrou produção de 6,5 mil bpd, ligeiramente acima do esperado, refletindo principalmente a recuperação do campo de Argonauta ao final de maio, segundo a XP.

O crescimento da produção total foi impulsionado pelos ativos de Atlanta, Peroá e Manati, que registraram avanço na comparação mensal. Em contrapartida, Parque das Conchas apresentou queda, enquanto o polo Potiguar teve leve alta e o Recôncavo registrou recuo marginal. Papa-Terra permaneceu praticamente estável no período.

A XP também destacou a situação do polo Potiguar, cuja produção de cerca de 19 mil boed continua sendo afetada pela interdição imposta pela ANP em outubro de 2025. De acordo com a corretora, o pequeno aumento observado na produção de óleo do ativo reflete a retomada gradual das operações no Polo Fazenda Belém, que havia sido impactado pela paralisação.

Com informações de Seu Dinheiro.