Em abril, os brasileiros sacaram R$ 482,8 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (9). O Sistema de Valores a Receber (SVR) já devolveu R$ 15 bilhões a clientes bancários desde sua criação.

Transferência para o Desenrola

No mês passado, o governo federal transferiu parte dos recursos do SVR para o programa Desenrola Brasil 2.0. De acordo com o Ministério da Fazenda, R$ 5,7 bilhões foram destinados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), fundo público que servirá como garantia para a renegociação de dívidas. Esses valores ainda podem ser reivindicados pelos titulares. Um edital de chamamento público será publicado para regulamentar a contestação e devolução. Após a publicação, os cidadãos terão 30 dias para pedir os recursos; caso não haja contestação, o dinheiro será incorporado definitivamente ao FGO.

Como consultar e resgatar

O SVR permite que o cidadão consulte se possui dinheiro esquecido em bancos, consórcios, financeiras ou corretoras. Para a consulta, não é necessário login: basta informar o CPF e a data de nascimento (para pessoa física) ou CNPJ e data de abertura (para pessoa jurídica). Se houver valores a receber, é necessário acessar o sistema com conta Gov.br nos níveis prata ou ouro e realizar verificação em duas etapas. O resgate pode ser feito de três formas: contato direto com a instituição, solicitação pelo próprio SVR ou solicitação automática (exclusiva para pessoas físicas com chave Pix CPF).

Estatísticas e alertas

Até o fim de abril, 41.465.905 correntistas já haviam resgatado valores (36.955.690 pessoas físicas e 4.510.215 jurídicas). Outros 50.333.796 beneficiários ainda não sacaram (45.323.751 pessoas físicas e 5.010.045 jurídicas). A maior parte dos valores é pequena: 64,57% dos beneficiários têm direito a até R$ 10; 23,42% entre R$ 10,01 e R$ 100; 9,91% entre R$ 100,01 e R$ 1 mil; e apenas 2,1% acima de R$ 1 mil. O Banco Central alerta para golpes: todos os serviços do SVR são gratuitos, o BC não envia links nem entra em contato para tratar de valores a receber, e ninguém deve fornecer senhas.

Com informações de Agência Brasil — Economia — leia a matéria original.