O Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) prendeu no dia 5 de junho, na Carolina do Norte, o brasileiro Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, conhecido como Don, apontado como ex-comandante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV). A detenção foi anunciada na segunda-feira (15 de junho) pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), que havia classificado ambas as facções como organizações terroristas estrangeiras em 28 de maio.

A perseguição e a prisão

Segundo o DHS, Dell Aquilla é alvo de um mandado internacional expedido pelo Brasil sob acusações de associação criminosa e extorsão. A nota oficial não especifica o período em que ele teria integrado as facções nem detalha suas funções.

Agentes da divisão de Investigações de Segurança Interna (HSI) tentaram abordar o veículo conduzido por Dell Aquilla, que acelerou e iniciou uma perseguição. O brasileiro colidiu contra carros estacionados e tentou fugir a pé, mas foi capturado.

Objetos apreendidos

No automóvel, os policiais encontraram:

  • uma pistola calibre 9 mm;
  • diversos celulares;
  • computadores portáteis;
  • dinheiro em espécie.

Acusações e plano de fuga

Informações obtidas pelos investigadores indicavam que Dell Aquilla se preparava para fugir para o México e mantinha a própria esposa contra a vontade dela. Em depoimento, a mulher confirmou ter sido impedida de deixar o local, conforme o DHS.

O brasileiro foi levado à cadeia do condado e responde na Carolina do Norte por fuga para evitar a prisão. A HSI também busca responsabilizá-lo por sequestro e posse de arma de fogo por estrangeiro em situação migratória irregular. O ICE apresentou uma ordem de retenção migratória, mecanismo usado para pedir que autoridades locais mantenham um preso sob custódia até a transferência ao órgão federal.

O governo norte-americano informou que Dell Aquilla entrou ilegalmente nos Estados Unidos em data e local desconhecidos.

“Esta prisão demonstra o compromisso inabalável da HSI de proteger nossas comunidades de criminosos internacionais perigosos”, disse Mark Zito, agente especial responsável pelas operações da divisão nas Carolinas do Norte e do Sul.