A seleção brasileira venceu o Egito por 2 a 1 em Cleveland, no último amistoso antes da Copa do Mundo, mas o desempenho defensivo manteve-se como principal preocupação do técnico Carlo Ancelotti. O Brasil chegou ao sétimo jogo consecutivo sofrendo gols, e a pressão alta, quando superada, expõe a linha de defesa a contra-ataques perigosos.

Ancelotti já definiu o time titular para a estreia no Mundial, no próximo sábado, dia 13 de junho, no esquema 4-4-2. A escalação provável tem: Alisson; Wesley (que virou dúvida após lesão muscular), Ibañez, Marquinhos e Douglas Santos; Raphinha, Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá; Igor Thiago e Vinícius Júnior.

Avanços no ataque com Paquetá

Com a bola, o Brasil se organizou num 3-2-5 mais estruturado. Douglas Santos recuou para ajudar na saída, Casemiro e Bruno Guimarães formaram a base do meio-campo, enquanto Paquetá e Raphinha ocuparam posições avançadas. A entrada de Lucas Paquetá deu nova dinâmica à criação de jogadas, oferecendo linhas de passe e organizando a circulação da bola antes de chegar aos atacantes. Vinícius Júnior continuou aberto pela esquerda, e Bruno Guimarães ganhou liberdade para avançar.

O resultado foi um time que controlou mais a posse, com Raphinha participando da criação e Vinícius não sendo o único responsável por desequilibrar. No entanto, a equipe ainda pecou pela pressa, recorrendo a lançamentos em vez de trocar passes para furar a defesa adversária.

Defesa exposta pela pressão alta

Sem a bola, o Brasil adota linhas altas e pressão sufocante, mas a coordenação falha quando a primeira pressão é superada. Em vários momentos, a defesa ficou exposta em situações de "3 contra 3", com os zagueiros tendo que resolver sozinhos. Marquinhos apareceu isolado para conter atacantes egípcios, enquanto o meio-campo não oferecia cobertura.

O problema não está na pressão alta em si, mas na coordenação coletiva quando ela não funciona. Contra adversários de maior nível, a tendência é que a exposição seja ainda mais punitiva. A análise do trabalho defensivo de Ancelotti é considerada ruim por parte da imprensa, com sete jogos consecutivos sofrendo gols e momentos de pane contra seleções como Panamá.

Apesar das dificuldades, os problemas são vistos como ligados a posicionamento e coordenação, aspectos que podem ser corrigidos. Ancelotti tem histórico de times que competem até o fim e encontram formas de vencer, mesmo sem domínio absoluto. Resta saber se isso será suficiente na Copa do Mundo.

Com informações de ge — Globo Esporte.