A seleção brasileira disputou na noite de sábado (6) seu último amistoso antes da Copa do Mundo de 2026 e venceu o Egito por 2 a 1, no Huntington Bank Field, em Cleveland, Estados Unidos. Os gols foram marcados por Bruno Guimarães e Endrick.

O volante e o atacante aproveitaram duas oportunidades criadas a partir da estratégia de pressão no campo de ataque, que tem sido adotada pelo técnico Carlo Ancelotti. Durante a partida, o Brasil também sofreu um gol após erro de Marquinhos e registrou a lesão do lateral direito Wesley.

Com o resultado, a equipe encerra a preparação para a estreia no Mundial, marcada para o próximo sábado (13), contra Marrocos, em East Rutherford. A seleção está no Grupo C e enfrentará ainda Haiti (dia 19, na Filadélfia) e Escócia (dia 24, em Miami Gardens).

Pressão no ataque funciona

Nos primeiros minutos, a marcação adiantada já surtiu efeito. Em sete minutos, o Brasil conseguiu três desarmes no campo ofensivo, dois deles com Ibañez. No terceiro, Bruno Guimarães aproveitou erro de Lashin, ficou de frente para o gol e finalizou no canto esquerdo.

O Egito empatou aos 11 minutos, após passe errado de Casemiro. A bola chegou a Marquinhos, que fez um recuo desastrado e deixou Ziko cara a cara com Alisson, que não conseguiu evitar o gol.

Preocupação com Wesley

Aos 16 minutos, Wesley colocou a mão na virilha esquerda, sentiu dor e foi substituído por Danilo. A expectativa é que ele passe por exames no retorno da delegação à base norte-americana, em Nova Jersey.

A troca não alterou a estrutura tática. Sem a bola, Paquetá e Raphinha ocupavam as pontas, formando com Casemiro e Bruno Guimarães a segunda linha de quatro marcadores. Com a posse, tinham liberdade para atuar pelo centro. A faixa direita era ocupada pelo lateral, e Vinicius Junior caía para a ponta esquerda.

Dificuldades no ataque e mudanças no segundo tempo

Até a metade do primeiro tempo, o Brasil criou mais perigo roubando a bola do que com troca de passes. Nos 20 minutos finais da etapa inicial, sobretudo pelo bom trabalho de Bruno Guimarães, as chances começaram a surgir em lances de construção coletiva. Igor Thiago, porém, teve dificuldades de domínio em duas oportunidades na frente do gol. O goleiro Shobeir também defendeu finalizações de Vinicius Junior e Raphinha.

No segundo tempo, Ancelotti promoveu várias substituições, mantendo apenas Danilo, Douglas Santos e Raphinha. Aos sete minutos, após uma bola perdida na ponta esquerda, a seleção pressionou com Douglas Santos e Matheus Cunha. A bola ficou com Raphinha, que fintou o marcador e tocou para Endrick finalizar no canto esquerdo de Shobeir, definindo o placar.

Com informações de Folha — Esporte.