O Brasil voltou a ocupar o primeiro lugar entre as economias com maior juro real do mundo, mesmo com o corte de 0,25 ponto percentual na Selic anunciado nesta quarta-feira (17). A informação é de um levantamento das consultorias Lev Intelligence e MoneYou.
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros para 14,25% ao ano. Com a inflação projetada, a taxa real brasileira ficou em 9,67%.
Ranking dos maiores juros reais
O estudo considera os juros descontados da inflação esperada para os próximos 12 meses, utilizando taxas de mercado equivalentes a um ano. O patamar elevou o Brasil, que nos últimos rankings aparecia como a segunda maior alíquota global, de volta ao topo.
- Brasil — 9,67%
- Rússia — 9,31%
- Turquia — 5,57%
- México — 5,10%
- África do Sul — 3,74%
- Indonésia — 3,31%
- Colômbia — 3,17%
- Hungria — 3,02%
- Polônia — 2,61%
- Chile — 2,43%
Juros negativos em economias desenvolvidas
Algumas economias avançadas aparecem mais abaixo no ranking, com taxas reais próximas de zero ou negativas, como Suíça (−0,36%), Argentina (−1,05%) e Japão (−1,75%).
Ranking dos juros nominais
Em relação aos juros nominais, o Brasil, com a redução da Selic, ocupa a quarta posição, atrás apenas de Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (14,50%).
De acordo com o levantamento, os juros altos preocupam 69% dos brasileiros devido ao aumento do custo de vida.