O governo brasileiro estuda fazer concessões comerciais aos Estados Unidos como forma de evitar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A informação foi divulgada por uma fonte do governo brasileiro, que não foi identificada.

As negociações envolvem o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) e buscam definir um pacote de contrapartidas que permita ao governo americano aliviar a medida. Apesar dos esforços, o desfecho ainda não é garantido.

Contexto da tarifa

A tarifa de 25% resulta de uma investigação da Seção 301 da legislação comercial americana sobre supostas práticas comerciais desleais do Brasil. A decisão final sobre sua aplicação cabe ao presidente dos EUA, Donald Trump, com prazo até 15 de julho.

Posição brasileira

O governo brasileiro afirma estar disposto a ceder em determinadas áreas comerciais, mas descarta qualquer negociação fora do âmbito estritamente tarifário. Temas como o Pix, decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) ou questões políticas internas não estão sobre a mesa. A avaliação brasileira é que ainda há espaço para avançar até o prazo limite, mas sem garantias.

Outra frente tarifária

Separadamente, o Brasil também enfrenta uma tarifa de 12,5% anunciada por suposto uso de trabalho forçado, medida que atingiu o Brasil, outros 58 países e a União Europeia. Somadas, as duas sobretaxas podem chegar a 37,5% sobre parte da pauta exportadora brasileira. Essa segunda frente corre em paralelo, sem previsão de resolução durante a cúpula do G7.