A seleção brasileira enfrenta o Egito neste sábado (6), em Cleveland, nos Estados Unidos, às 19h (horário de Brasília), no último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo de 2026, contra o Marrocos, em 13 de junho. O técnico Carlo Ancelotti, que completa um ano de seu primeiro jogo no comando da equipe, aproveita a partida para testar variações táticas e avaliar jogadores.
Mudanças na escalação e nova estrutura tática
Segundo os treinos da semana, Ancelotti promoverá quatro alterações em relação ao time que enfrentou o Panamá: Douglas Santos entra no lugar de Alex Sandro; Marquinhos substitui Bremer; Lucas Paquetá ganha a vaga de Luiz Henrique; e Igor Thiago substitui Matheus Cunha. Com isso, o lateral-direito Wesley terá liberdade para atacar, enquanto Paquetá flutuará para dentro, formando um trio de meio-campo com Raphinha e Vini Jr, que manterá a amplitude pela esquerda. A estrutura defensiva, segundo Ancelotti, permanece em 4-4-2.
“Paquetá tem características diferentes. Quero testar, assim como Igor Thiago, para buscar outras opções. O sistema com quatro atacantes na frente é bastante consolidado. Quero buscar outra alternativa”, explicou Ancelotti em entrevista coletiva.
Controle de jogo e posse de bola
Uma das críticas à atuação dos titulares contra o Panamá foi a postura permissiva, com o adversário igualando a posse de bola no primeiro tempo. No segundo tempo, com a entrada de reservas como Paquetá, Danilo Santos e Fabinho, o Brasil retomou o controle e goleou por 6 a 2. A presença de Paquetá como falso ponta pode ser uma tentativa de aumentar o domínio do meio-campo, já que o jogador do Flamengo tem qualidade no passe e capacidade de encontrar companheiros em velocidade.
Igor Thiago como titular
O atacante do Brentford, convocado pela primeira vez em março, ganhou a titularidade após boas atuações. Contra o Panamá, marcou um gol de pênalti que ele mesmo sofreu e forçou um erro do goleiro adversário que resultou no gol de Rayan. Igor Thiago deve atuar mais fixo entre os zagueiros, aproveitando sua força no jogo aéreo e movimentação nas costas da defesa. Ancelotti destacou as diferenças em relação a Matheus Cunha: “Matheus é um jogador mais associativo. Thiago é um atacante diferente, potente, inteligente e muito forte na área.” A disputa pela vaga de centroavante segue em aberto para a Copa.
Rayan em alta
O jovem atacante do Bournemouth, que entrou bem contra o Panamá marcando um belo gol, treinou como titular na ponta direita na quarta-feira (3), mas deve começar no banco. Ancelotti afirmou que “aproveitará as 11 mudanças na segunda parte” e que todos jogarão. Rayan é mais uma opção em um setor concorrido, que também conta com Luiz Henrique, que rende melhor saindo do banco.
O Brasil estreia na Copa do Mundo contra o Marrocos no próximo sábado (13), e depois enfrenta Haiti (19) e Escócia (24).
Com informações de Trivela.