A Seleção Brasileira estreou na Copa do Mundo FIFA 2026 com um empate em 1 a 1 contra Marrocos, em partida disputada em Nova Jérsei, nos Estados Unidos. O resultado, embora tenha evitado uma derrota, foi considerado decepcionante por analistas, que apontaram falhas em todos os setores da equipe e um desempenho coletivo aquém do esperado.
Primeiros minutos e domínio marroquino
Nos primeiros vinte minutos, o Brasil mostrou-se desorganizado, sofrendo a pressão da seleção marroquina, que abriu o placar cedo. O time adversário criou chances para ampliar a vantagem e dominou as ações, com atuação que, segundo observadores, lembrou a eficiência ofensiva de grandes seleções históricas. O gol marroquino foi marcado por Saibari.

Problemas estruturais e atuações individuais
A análise do jogo destacou problemas recorrentes na equipe brasileira. O espaçamento entre os jogadores foi citado como um dos principais defeitos, permitindo que Marrocos encontrasse espaços para circular a bola com facilidade. O meio-campo, com Paquetá errando passes em profusão, não conseguiu ditar o ritmo da partida. Jogadores como Casemiro, Paquetá e Raphinha tiveram atuações consideradas muito abaixo de seu nível habitual. A incapacidade de impor velocidade e cadência ofensiva resultou em um time que, na opinião de analistas, foi 'pouco mais que nada'.
Destaque de Vinicius Jr.
O único ponto positivo individual foi a atuação de Vinicius Jr., autor do gol de empate — descrito como um golaço — e o único jogador brasileiro que esteve à altura do que o jogo exigia. O empate, nas circunstâncias, foi recebido como um alívio.

Opções táticas de Carlo Ancelotti
O técnico Carlo Ancelotti, que completou apenas o 13º jogo no comando da Seleção, optou por uma formação cautelosa, mas surpreendeu ao escalar Ibañez e Douglas Santos nas laterais e Igor Thiago como atacante centralizado. No segundo tempo, promoveu mudanças, como a entrada de Luiz Henrique pela direita, Raphinha centralizado e Matheus Cunha no ataque. A não utilização de Endrick foi apontada como possível teimosia.
Analistas ponderam que o pouco tempo de trabalho de Ancelotti — o primeiro jogo na Copa foi apenas o 13º no comando — não justifica todos os problemas observados, como o espaçamento excessivo da equipe. O fator pré-Copa conturbado, refletindo o ambiente da CBF, e um déficit geracional de jogadores, especialmente nas laterais e no meio-campo, também foram citados como causas do desempenho.
Próximos passos
A seleção brasileira terá mais de duas semanas para ajustes antes dos jogos eliminatórios contra Haiti e Escócia, previstos para o final do mês. A expectativa é que a classificação seja obtida com a escalação atual. No entanto, a atuação na estreia indicou que, se a equipe não evoluir, a participação no torneio pode ser curta. A análise concluiu que nem sempre o time que começa a Copa é o mesmo que a termina, e o Brasil precisará encontrar sua melhor versão durante a competição.