
Escócia 0 x 3 Brasil | Melhores momentos | 3ª rodada | Copa do Mundo 2026 Artboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEHabilitar ViewportPlayO Brasil venceu a Escócia por 3 a 0, na terceira e última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo 2026, e mostrou uma identidade muito clara sob o comando de Carlo Ancelotti.Algo chamou a atenção: dois dos três gols da partida nasceram de momentos em que o Brasil marca alto, pressiona e força o adversário a errar. Dos sete gols marcados na Copa do Mundo até agora, cinco vieram em momentos em que o Brasil pressiona, recupera a bola e chega rápido ao ataque. + Neymar revela conversas com Messi: "Sabe que me importo muito com ele" + Vini Jr versão Champions: como histórico com Ancelotti mostra que melhor está por vir no mata-mata + Neymar diz que pode jogar 200 minutos e exalta Vini Jr.: "É o nosso principal jogador" + Matheus Cunha repete comemoração de Ronaldo em 2002 e recebe elogio do FenômenoA marcação no ataque e a forma mais reativa de jogar, muitas vezes esperando o adversário errar, era algo comum no Real Madrid com Carlo Ancelotti. Com pouco tempo de preparação, o italiano e seu principal líder, Danilo, deram diversas pistas de que a seleção será mais reativa do que o torcedor gosta.A primeira dessas pistas foi no dia 17 de junho. Em entrevista coletiva, Danilo disse que o Brasil precisa ter "maturidade" para jogar de uma forma diferente como o torcedor gosta, de uma forma mais ofensiva.Nós não temos a maturidade que uma equipe como a França tem hoje, ou como a própria Argentina tem. O que não quer dizer que a gente não possa fazer um bom papel, provar ganhar e chegar longe. As nossas ferramentas para jogar essas partidas têm que ser diferentes. Nós temos que usar outro tipo de mecanismo para enfrentar esse tipo de jogo. Talvez ficar um pouco mais baixo, talvez não pressionar tanto, talvez aceitar em algum momento que a posse de bola e o comando do jogo possam ser do adversário. Isso para mim é maturidade”– Danilo, em coletiva no dia 17 de junhoArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEHabilitar ViewportPlayA segunda pista dessa maneira de jogar foi no dia 13 de junho, em entrevista ao jornal italiano Gazzetta Dello Sport. Ancelotti afirmou que a seleção precisa traduzir em campo o clima de festa do país, mas com humildade e organização.Estamos trabalhando na organização. É uma equipe que, na frente, tem grande talento e, no meio, grande intensidade. Se conseguirmos organizar o setor defensivo, estamos prontos. Não é um problema de individualidades; qualidade não nos falta. Mas precisamos nos organizar de maneira sólida. No Carnaval, há muita alegria, energia e organização. A festa no Rio é uma máquina perfeita na construção do evento e na cenografia. [...] Se conseguirmos levar para a seleção a alegria, a energia, a organização e a humildade que caracterizam os brasileiros, estaremos um bom passo à frente.– Carlo Ancelotti, em entrevista ao Gazzelo dello EsporteO primeiro gol contra a Escócia é cheio de detalhes táticos que mostram como a pressão no ataque é feita de forma sincronizada e coordenada pelos jogadores brasileiros. Muita coisa aconteceu para que Vini pudesse roubar a bola, não foi um mero erro: foi um erro induzido. Vamos entender nos detalhes:VEJA O LANCE DO PRIMEIRO GOLArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEHabilitar ViewportPlay1) Matheus Cunha se dedica na defesaTudo começa com Matheus Cunha. Enquanto a Escócia tenta construir pelo lado esquerdo, ele encurta a distância para o zagueiro e impede que o jogador com a bola tenha liberdade para girar ou tocar. Ao mesmo tempo, Bruno Guimarães já abandona sua posição para atacar o próximo passe. Aqui o detalhe que faz a diferença: Bruno não espera a bola chegar ao meio-campista escocês. Faz o movimento antes, reduzindo o espaço para o adversário pensar.Artboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTAL2) Bruno Guimarães e a "marcação por encaixes resultado? A Escócia toca para trás. O que o Brasil faz? Acompanha o movimento. xxxxxxxxO resultado? A Escócia toca para trás. O que o Brasil faz? Acompanha o movimento. xxxxxxxxQuando Bruno acelera para frente, Vinicius Junior deixa de esperar na última linha e sobe para fechar o zagueiro do lado oposto. Logo depois, Rayan repete o movimento sobre o outro defensor. Cada avanço desencadeia o seguinte. O objetivo não é apenas pressionar quem está com a bola, mas retirar todas as opções de passe curto ao mesmo tempo.Artboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTALEsse tipo de marcação exige sincronismo. Se Vinicius, Rayan ou Bruno Guimarães atrasassem um segundo, a Escócia encontraria um passe livre e quebraria toda a pressão. Como todos avançam juntos, o campo parece menor. O adversário passa a receber sempre pressionado, de costas ou sem tempo para pensar. Artboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTALRepare também no papel de Casemiro. Durante quase toda a jogada, ele aparece sozinho protegendo o centro do campo.Enquanto os homens de frente encaixam a pressão individualmente, o volante cobre o espaço atrás deles, preparado para interceptar uma bola longa ou atacar um eventual rebote. Artboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTALO Brasil mostrou um conceito claro: pressionar não significa correr atrás do adversário, mas ocupar o espaço certo no momento certo para transformar a saída de bola rival em uma oportunidade de ataque.A finalização de Vinicius é consequência de uma pressão coordenada que começou vários segundos antes, com movimentos sem bola, coberturas e antecipações. Mais lidasEste componente não possui campos editáveis O Brasil venceu a Escócia por 3 a 0, na terceira e última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo 2026, e mostrou uma identidade muito clara sob o comando de Carlo Ancelotti. Algo chamou a atenção: dois dos três gols da partida nasceram de momentos em que o Brasil marca alto, pressiona e força o adversário a errar. Dos sete gols marcados na Copa do Mundo até agora, cinco vieram em momentos em que o Brasil pressiona, recupera a bola e chega rápido ao ataque. + Neymar revela conversas com Messi: "Sabe que me importo muito com ele" + Vini Jr versão Champions: como histórico com Ancelotti mostra que melhor está por vir no mata-mata + Neymar diz que pode jogar 200 minutos e exalta Vini Jr.: "É o nosso principal jogador" + Matheus Cunha repete comemoração de Ronaldo em 2002 e recebe elogio do Fenômeno A marcação no ataque e a forma mais reativa de jogar, muitas vezes esperando o adversário errar, era algo comum no Real Madrid com Carlo Ancelotti. Com pouco tempo de preparação, o italiano e seu principal líder, Danilo, deram diversas pistas de que a seleção será mais reativa do que o torcedor gosta. A primeira pista dessa maneira de jogar foi no dia 13 de junho, em entrevista ao jornal italiano Gazzetta Dello Sport. Ancelotti afirmou que a seleção precisa traduzir em campo o clima de festa do país, mas com humildade e organização. Estamos trabalhando na organização. É uma equipe que, na frente, tem grande talento e, no meio, grande intensidade. Se conseguirmos organizar o setor defensivo, estamos prontos. Não é um problema de individualidades; qualidade não nos falta. Mas precisamos nos organizar de maneira sólida. No Carnaval, há muita alegria, energia e organização. A festa no Rio é uma máquina perfeita na construção do evento e na cenografia. [...] Se conseguirmos levar para a seleção a alegria, a energia, a organização e a humildade que caracterizam os brasileiros, estaremos um bom passo à frente. A segunda dessas pistas foi no dia 17 de junho. Em entrevista coletiva, Danilo disse que o Brasil precisa ter "maturidade" para jogar de uma forma diferente como o torcedor gosta, de uma forma mais ofensiva. Nós não temos a maturidade que uma equipe como a França tem hoje, ou como a própria Argentina tem. O que não quer dizer que a gente não possa fazer um bom papel, provar ganhar e chegar longe. As nossas ferramentas para jogar essas partidas têm que ser diferentes. Nós temos que usar outro tipo de mecanismo para enfrentar esse tipo de jogo. Talvez ficar um pouco mais baixo, talvez não pressionar tanto, talvez aceitar em algum momento que a posse de bola e o comando do jogo possam ser do adversário. Isso para mim é maturidade” Nós não temos a maturidade que uma equipe como a França tem hoje, ou como a própria Argentina tem. O que não quer dizer que a gente não possa fazer um bom papel, provar ganhar e chegar longe. As nossas ferramentas para jogar essas partidas têm que ser diferentes. Nós temos que usar outro tipo de mecanismo para enfrentar esse tipo de jogo. Talvez ficar um pouco mais baixo, talvez não pressionar tanto, talvez aceitar em algum momento que a posse de bola e o comando do jogo possam ser do adversário. Isso para mim é maturidade” Danilo admite que Seleção não tem a maturidade de Argentina e França O primeiro gol contra a Escócia é cheio de detalhes táticos que mostram como a pressão no ataque é feita de forma sincronizada e coordenada pelos jogadores brasileiros. Muita coisa aconteceu para que Vini pudesse roubar a bola, não foi um mero erro: foi um erro induzido. Foi uma verdadeira aula de como pressionar no ataque! Veja o primeiro gol e vamos aos detalhes táticos: Aos 6 min do 1º tempo - gol de dentro da área de Vini Jr do Brasil contra a Escócia 1) Matheus Cunha se dedica na defesa Tudo começa com Matheus Cunha. Enquanto a Escócia tenta construir pelo lado esquerdo, ele encurta a distância para o zagueiro e impede que o jogador com a bola tenha liberdade para girar ou tocar. Ao mesmo tempo, Bruno Guimarães já abandona sua posição para atacar o próximo passe. Aqui o detalhe que faz a diferença: Bruno não espera a bola chegar ao meio-campista escocês. Faz o movimento antes, reduzindo o espaço para o adversário pensar. Gol do Brasil nasce de pressão bem encaixada Reprodução 2) Vini faz gols e ajuda a marcar igual todo mundo Com a pressão de Matheus, a Escócia toca para trás. O que o Brasil faz? Acompanha o movimento. Aqui dois detalhes chamam a atenção: Vinícius Júnior não fica só esperando. Ele sobe para fechar o zagueiro do lado oposto. Logo depois, Rayan repete o movimento sobre o outro defensor. A sincronia desses movimentos é fundamental para que nenhum escocês consiga sair jogando. Cada avanço sufoca mais e mais. O objetivo não é apenas pressionar quem está com a bola, mas retirar todas as opções de passe curto ao mesmo tempo. Veja como o Brasil encaixa a marcação Reprodução 3) Marcação por encaixes deixa a Escócia sem opções Esse tipo de marcação exige sincronismo. Se Vinicius, Rayan ou Bruno Guimarães atrasassem um segundo, a Escócia encontraria um passe livre e quebraria toda a pressão. Como todos avançam juntos, o campo parece menor. O adversário passa a receber sempre pressionado, de costas ou sem tempo para pensar. Aqui na imagem, você vê Rayan começando a marcar o zagueiro. Perceba como Bruno Guimarães e Paquetá, sem nem terem tocado na bola, ajudam a fechar espaços e fazer o oponente levar a bola ao outro lado do campo. Não é por acaso que Bruno foi o que mais correu, o volante novamente fez grande partida. Bola sai da esquerda até a direita: veja como o time continua encaixado Reprodução 4) Casemiro merece créditos por ajudar sem a bola Repare também no papel de Casemiro. Durante quase toda a jogada, ele aparece sozinho protegendo o centro do campo.Enquanto os homens de frente encaixam a pressão individualmente, o volante cobre o espaço atrás deles, preparado para interceptar uma bola longa ou atacar um eventual rebote. Aqui o movimento faz a diferença: quando Rayan tenta roubar a bola, Casemiro corre e avança, impedindo que o zagueiro toque para frente. Hora de pedir desculpa pelos memes, hein? Se Casemiro não corre aqui, o zagueiro sairia e Vini não conseguiria roubar a bola. Brasil marcou por encaixes em todo o campo Reprodução Reflexão: marcar sob pressão e ficar atrás é um jeito brasileiro de jogar? A finalização de Vinicius é consequência de uma pressão coordenada que começou vários segundos antes, com movimentos sem bola, coberturas e antecipações. Não foi assim que o Brasil venceu a Espanha por 3 a 0 na Copa das Confederações, em 2013? Durante décadas, criou-se a ideia de que recuar as linhas e atacar após recuperar a bola era sinônimo de inferioridade. Mas ontem, hoje e sempre, as melhores equipes do mundo alternam momentos de posse com momentos de espera, escolhendo quando acelerar a pressão e quando proteger espaços. O PSG é um dos maiores exemplos com seus dois títulos de Liga dos Campeões, o Liverpool de Jurgen Klopp e o City de Guardiola que nunca deixou de pressionar alto. Ancelotti em Brasil x Escócia, na Copa do Mundo Getty Images Ancelotti está convencendo e talvez amolecendo o coração do torcedor brasileiro. Afinal, vale a reflexão: o que é o jeito brasileiro de jogar, o tal do "Joga Bonito"? Ancelotti não estaria sendo "retranqueiro", mas por ser italiano, não sofre aquelas cornetas de sempre? Vale pensar e refletir. O Brasil avança na primeira posição do Grupo C e aguarda Holanda, Japão ou Suécia como adversário na segunda fase. A Seleção volta a campo, pela segunda fase, na segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), em Houston. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Mais Lidas