O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) concluiu uma nova etapa de avaliação da fauna brasileira e subsidiou a atualização da Lista Nacional Oficial de Espécies Ameaçadas de Extinção, divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O levantamento é considerado um dos mais amplos já realizados sobre biodiversidade no país.
O trabalho técnico analisou mais de 15 mil espécies e resultou na nova composição da lista oficial, que agora reúne 798 espécies ameaçadas, além de espécies reclassificadas e removidas. Ao todo, foram 180 novas inclusões e 156 retiradas, refletindo tanto mudanças reais no estado de conservação quanto avanços no conhecimento científico.
A lista é um dos principais instrumentos de política ambiental do país, utilizada como base para ações de preservação, licenciamento, pesquisa e programas de recuperação de espécies. A atualização abrange mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres.
Segundo o ICMBio, o processo foi construído a partir de oficinas técnicas e da participação de especialistas e instituições científicas. As informações também foram avaliadas por instâncias do governo e da sociedade civil antes da publicação final.
Entre os grupos avaliados, os invertebrados terrestres aparecem como o mais numeroso dentro da lista de ameaçados, seguidos por aves, répteis, mamíferos e anfíbios. O documento também mantém o registro de espécies extintas no país.
A atualização aponta ainda diferentes níveis de ameaça, incluindo categorias como criticamente em perigo, em perigo e vulnerável. Parte das espécies foi retirada da lista após reavaliações científicas ou melhora comprovada em seus indicadores populacionais.
O ICMBio destaca que o processo de monitoramento é contínuo e essencial para orientar políticas públicas. O Brasil, considerado o país com maior biodiversidade do planeta, mantém hoje um dos sistemas mais amplos de avaliação de risco de extinção do mundo, com impacto direto na gestão ambiental e na conservação da fauna.