A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) irá tomar o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na próxima quarta-feira (24.jun.2026) sobre a apreensão de uma arma de fogo ocorrida durante um bloqueio policial em Brasília. A oitiva será realizada por videoconferência, conforme autorização concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na quinta-feira (18.jun.2026).
A arma foi apreendida na segunda-feira (15.jun.) no Pistão Norte, em Brasília, durante uma abordagem de rotina. O responsável pelo transporte do armamento era Estácio Leite da Silva, militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que integra a equipe de segurança do ex-presidente.
Autorização do STF e pedido da PCDF
No pedido encaminhado a Alexandre de Moraes, a PCDF solicitou a realização de uma videoconferência com Bolsonaro para colher informações sobre o episódio. O ministro atendeu ao pedido, autorizando o depoimento remoto.
Defesa apresentou justificativa
Na terça-feira (16.jun.), Moraes havia determinado que a defesa do ex-presidente prestasse esclarecimentos sobre a pistola no prazo de 24 horas. Os advogados responderam no dia seguinte, afirmando que a arma estava sem condições de uso e que Bolsonaro havia solicitado ao segundo-sargento do Exército que realizasse a manutenção.
Segundo a defesa, o mau funcionamento ocorreu porque a equipe de segurança do ex-presidente, sem o conhecimento dele, removeu uma peça do armamento para impedir disparos. A medida teria sido tomada devido ao fato de Bolsonaro estar ingerindo medicação psiquiátrica “capaz de afetar sua cognição”. Ao perceber que a pistola falhava, Bolsonaro pediu o conserto.